A Espanha intensificou sua postura contra o conflito entre os Estados Unidos e o Irã, implementando restrições ao espaço aéreo espanhol para aeronaves americanas envolvidas na operação. A decisão, confirmada pela ministra da Defesa, Margarita Robles, veio após reportagens do jornal El País, baseadas em fontes militares.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A medida visa impedir o uso de bases militares espanholas e do espaço aéreo para qualquer atividade relacionada à guerra no Irã.
Robles enfatizou que essa restrição havia sido comunicada desde o início às forças militares e americanas. A ministra classificou a guerra contra o Irã como “profundamente ilegal e profundamente injusta”, expressando preocupação com as consequências potenciais do conflito.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A Espanha já havia manifestado sua oposição à utilização de bases militares conjuntas pelos EUA na guerra, uma posição que o primeiro-ministro Pedro Sánchez considerou “injustificável” e “perigosa”.
A decisão espanhola gerou reações, incluindo ameaças de Donald Trump, então presidente dos EUA, de cortar o comércio com Madri. A necessidade de realocar 15 aeronaves americanas, devido à proibição de acesso às bases de Rota e Morón, no sul da Espanha, evidenciou a firmeza da posição espanhola.
A Espanha emergiu como uma voz proeminente na Europa contra as ações militares dos EUA e de Israel no Oriente Médio.
A União Europeia, por sua vez, tem defendido uma desescalada e a proteção de civis, sem, no entanto, condenar explicitamente o ataque ao Irã. O primeiro-ministro Sánchez expressou sua preocupação com o potencial de “grandes desastres da humanidade” decorrentes de conflitos armados, reiterando a necessidade de soluções pacíficas para os problemas globais.
Além da questão do conflito no Irã, a Espanha tem sido uma crítica contundente da guerra de Israel em Gaza. Em outubro, o parlamento aprovou a consagração em lei de um embargo total de armas contra Israel, proibindo permanentemente a venda de armas, tecnologia de dupla utilização e equipamentos militares.
Essa medida provocou uma reação negativa de Israel, que já havia retirado seu embaixador após o reconhecimento do Estado Palestino em maio de 2024.
A Espanha continua a defender a necessidade de uma resolução pacífica para os conflitos no Oriente Médio, demonstrando uma postura firme em relação às ações militares dos Estados Unidos e de Israel na região.
Autor(a):
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.
