Brasil registra explosão de escolas militares! 🚀 Em 2026, o número saltou 2.793,75% desde 2014, impulsionando a expansão do modelo estadual e municipal. Saiba mais!
Entre 2014 e janeiro de 2026, o número de escolas operando com modelo estadual e municipal apresentou um crescimento constante, com um aumento notável a partir de 2021. Segundo o professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), Fernando Cássio, essa expansão se consolidou com um salto de 28,9 vezes no período, representando um aumento de 2.793,75% entre 2014 e 2026.
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Em 2014, o país contava com 48 escolas seguindo esse modelo, elevando-se para 1.389 unidades em 2026.
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No âmbito estadual, o Paraná se destacou com 345 unidades, seguido por Mato Grosso com 134 e São Paulo com 100. Essa concentração de iniciativas refletiu a maior adesão dos estados à implementação desse modelo educacional. Até 2020, o crescimento foi gradual, atingindo um total de 212 unidades, mas a partir de 2021, houve uma aceleração significativa, com um aumento anual entre 100 e 150 novas unidades.
Essa dinâmica impulsionou o número total para 458 unidades em 2026.
O avanço no nível municipal foi proporcionalmente maior, apesar da base inicial menor. Em 2014, apenas duas unidades militares estavam em funcionamento em municípios brasileiros. A intensificação começou em 2021, com a adoção do Programa Escola Cívico-Militar, e o número de escolas aumentou consideravelmente, atingindo 887 unidades em 2026.
Essa expansão foi impulsionada por convênios entre estados e municípios, além da contratação de policiais para funções disciplinares e administrativas.
É importante distinguir entre escolas militares (mantidas diretamente pelas Forças Armadas) e escolas militarizadas (integradas às redes públicas, com participação de agentes das forças de segurança). As escolas militares possuem respaldo legal e são geridas por militares, enquanto as escolas militarizadas operam dentro das redes públicas, com financiamento estadual ou municipal.
A militarização de escolas privadas ocorre por meio de convênios ou contratação direta de policiais.
A implementação do modelo cívico-militar tem gerado controvérsias e críticas, especialmente em relação ao uso de recursos públicos para remunerar militares e à possível influência de agendas conservadoras na educação. A reportagem da TV Globo, que revelou a presença de policiais escrevendo incorretamente no quadro em uma escola cívico-militar em Caçapava (SP), evidenciou algumas das preocupações em relação à qualidade do ensino e à adequação das funções dos agentes escolares.
O Paraná foi um dos primeiros estados a adotar o modelo, com a implementação em 2021, dois anos após o lançamento do programa por Jair Bolsonaro. João Campos, professor de Pedagogia no Instituto Federal do Paraná, destaca que essa adoção está ligada a agendas neoliberais e conservadoras.
Em São Paulo, o programa foi aprovado em 2025 e, em 2026, já contava com 100 escolas em funcionamento, gerando debates nacionais devido à visibilidade da imprensa e às ações judiciais contra as normas consideradas discriminatórias.
A Secretaria de Educação de São Paulo defende o modelo, argumentando que o Programa Escola Cívico-Militar contribui para a segurança e organização das escolas, além de promover valores como disciplina e respeito. No entanto, a implementação do modelo tem sido acompanhada de críticas e questionamentos sobre seus impactos na qualidade do ensino e na diversidade de perspectivas na educação.
Autor(a):
Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.