Escola Estadual do Palmital 43: Tragédia no Paraná! Agricultora lamenta fechamento e alerta para o futuro do campo. Uma comunidade inteira sem voz!
Em 11 de fevereiro de 2026, a agricultora Tatiane Loch Cequinel deixou a Escola Estadual do Palmital 43, no município de Roncador, Paraná, com o coração partido. A visita, marcada por lágrimas, simbolizou o fim de um ciclo para a comunidade rural do entorno, que por décadas recebeu o apoio da unidade de ensino. “A gente já vê sinais de abandono.
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Já não está com a graminha cortada, já não tem criança”, lamentava Tatiane, que testemunhou o prédio, antes vibrante, agora silencioso e abandonado.
A escola, que Tatiane frequentou e onde seus filhos teriam estudado, era um pilar fundamental para a região. A agricultora, que dedicou sua vida à terra, reconhecia o valor da educação para a transmissão de conhecimentos e a continuidade do trabalho familiar.
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A decisão de fechar a escola, tomada sem consulta à comunidade, representava uma perda irreparável para a identidade e o futuro da região.
O Impacto da Desvalorização
O fechamento da Escola Estadual do Palmital 43 não é um caso isolado. Em diversas regiões do Brasil, a desvalorização da educação no campo tem levado ao encerramento de escolas, impactando diretamente a vida das comunidades rurais. A falta de investimento, a ausência de políticas públicas específicas e a priorização de atividades econômicas em detrimento da educação têm contribuído para essa realidade.
A Falta de Ouvidos
A situação da Escola Estadual do Palmital 43 ilustra a falta de diálogo e de participação da comunidade escolar na tomada de decisões. As famílias, os professores e os alunos se sentiram ignorados, sem que suas preocupações fossem consideradas.
A ausência de mecanismos de controle social e a falta de transparência nas decisões administrativas agravaram ainda mais a situação.
Um Direito Negado
A portaria 391, de 10 de maio de 2016, estabelece orientações e diretrizes aos órgãos normativos dos sistemas de ensino para o processo de fechamento de escolas do campo, indígenas e quilombolas. A norma determina que o órgão normativo deverá considerar “a manifestação da comunidade escolar, no âmbito do respectivo território etnoeducacional ou território rural, onde houver”.
No entanto, a legislação, por si só, não garante a efetiva participação da comunidade escolar na tomada de decisões.
O Futuro em Jogo
O fechamento da Escola Estadual do Palmital 43 representa uma ameaça ao futuro da educação no campo. A falta de acesso à educação de qualidade pode levar à perda de conhecimentos, à desvalorização do trabalho rural e à exclusão social. É fundamental que os governos e a sociedade civil se unam para garantir o direito à educação de todos, especialmente das comunidades rurais.
O Brasil de Fato
Em resposta ao Brasil de Fato, o Ministério da Educação (MEC) afirma que atua na formulação de políticas públicas, no apoio técnico e financeiro aos entes federados e na defesa do cumprimento da legislação educacional, especialmente no que se refere à garantia do direito à educação e à valorização da educação do campo. “Em 2025, a pasta lançou o Novo Pronacampo por meio da portaria 538, de 24 de julho de 2025, que tem entre os objetivos formular, em regime de colaboração, propostas de gestão da Educação do Campo, com vistas a superar o fechamento de escolas”, informa, em nota enviada pela assessoria de imprensa.
A reportagem entrou em contato com o governo do Paraná e a Prefeitura de Vigia, mas obteve retorno. O texto será atualizado em caso de respostas enviadas.
Autor(a):
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.