Ericsson surpreende com recompra de ações de US$ 1,7 bilhão e aumento de dividendos! Descubra como a empresa se adapta e cresce no mercado europeu.
A fabricante sueca de telecomunicações Ericsson revelou planos de devolver cerca de US$ 1,7 bilhão aos investidores por meio de seu primeiro programa de recompra de ações. A notícia veio após a empresa superar as expectativas de lucros trimestrais, divulgadas na última sexta-feira (23).
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No pregão de Estocolmo, as ações da Ericsson apresentaram alta superior a 10% por volta das 12h55, no horário de Brasília.
No último trimestre de 2025, a Ericsson reportou lucros ajustados antes de juros e impostos, excluindo encargos de reestruturação, de aproximadamente US$ 1,3 bilhão. Esse valor ficou acima da previsão média de US$ 1,1 bilhão, conforme sondagem realizada pela Infront com analistas.
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A empresa, que é um dos dois principais fornecedores ocidentais de equipamentos de rede, ao lado da Nokia, adaptou-se rapidamente às tarifas de importação dos Estados Unidos no ano anterior e implementou um programa de reestruturação para enfrentar a queda nos investimentos em 5G.
Recentemente, a Ericsson anunciou a redução de 1.600 postos de trabalho na Suécia, com o objetivo de aumentar a eficiência operacional. As recompras de ações devem iniciar após a divulgação do relatório do primeiro trimestre e se estender até 2027.
Além disso, a empresa aumentou o pagamento de dividendos anuais para US$ 0,33 por ação, em comparação com US$ 0,31 no ano anterior.
A decisão de realizar a recompra de ações reflete uma melhora significativa na posição de caixa da Ericsson, impulsionada por cortes de custos e pela venda do negócio Iconectiv, localizado nos EUA. No quarto trimestre, as vendas líquidas do grupo alcançaram US$ 7,7 bilhões, superando a estimativa de US$ 7,4 bilhões, com crescimento nas operações na Europa, Oriente Médio e África, enquanto a América do Norte se manteve estável.
A Ericsson e a Nokia podem ter a chance de recuperar participação de mercado na Europa, após a Comissão Europeia propor a eliminação gradual de fornecedores considerados de alto risco em setores críticos. Em entrevista à Reuters, o diretor financeiro da Ericsson, Lars Sandström, comentou que ainda é “um pouco cedo para dizer” como as propostas da União Europeia afetarão a participação no mercado, uma vez que tais iniciativas costumam levar tempo para serem implementadas.
Sandström destacou que, caso essas mudanças ocorram, a Ericsson estará preparada para aproveitar as oportunidades que surgirem.
Autor(a):
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.