Equatorial adquire Copasa por R$ 49,03 por ação e planeja universalização até 2033
A aquisição da Copasa pela Equatorial representa um passo importante para a universalização dos serviços de saneamento em Minas Gerais
Equatorial adquire Copasa e planeja investimentos para universalização de serviços até 2033
Após vencer o processo de privatização da Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais), o CEO da Equatorial, Augusto Miranda, anunciou que a empresa irá acelerar os investimentos visando a universalização completa dos serviços até 2033, conforme estipulado pelo Marco Legal do saneamento.
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A declaração foi feita durante a cerimônia de toque de campainha, realizada nesta terça-feira (16), na B3, em São Paulo.
Na última quinta-feira (11), a Equatorial adquiriu a Copasa, oferecendo R$ 49,03 por ação, superando o preço mínimo de R$ 47,23 estabelecido pela companhia. O governo mineiro, que detinha 50% da Copasa, agora possui 5% e terá poder de veto (golden share) em decisões.
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Miranda destacou que a privatização abrirá “um novo capítulo” para a empresa, afirmando que “o melhor ainda está por vir”.
Desafios do Novo Marco Legal do Saneamento
Sancionado em 2023, o Novo Marco Legal do Saneamento estabelece que 99% da população brasileira deve ter acesso à água potável e 90% à coleta e ao tratamento de esgoto até 31 de dezembro de 2033. Com mais da metade do prazo já transcorrido, surgem dúvidas sobre a capacidade de cumprimento das metas estabelecidas.
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A operação de privatização da Copasa é considerada um dos movimentos mais significativos do setor de infraestrutura desde a privatização da Sabesp e reforça a estratégia da Equatorial de expandir sua atuação além do segmento de energia elétrica.
A transação foi realizada na bolsa e é a segunda maior do setor, atrás apenas do processo da companhia paulista, que movimentou quase R$ 15 bilhões em 2024.