Encontro de Líderes Indígenas Promete Debates Urgentes em Brasília
O 22º Encontro dos Povos Indígenas do Brasil (ATL), considerado a maior mobilização indígena da América Latina, acontecerá entre os dias 5 e 11 de abril de 2026, em Brasília (DF). O evento, que se realizará no Eixo Cultural Ibero Americano, reunirá representantes de diversas etnias para discutir questões cruciais para os povos originários, como a defesa de seus territórios e a busca por políticas públicas adequadas.
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Foco na Demarcação e Resistência
O tema central do encontro, “Nosso futuro não está à venda: a resposta somos nós”, reflete a crescente resistência dos povos indígenas diante de ameaças econômicas e ambientais. A demarcação e proteção das Terras Indígenas continuam sendo prioridade, impulsionada por avanços recentes.
Em 2025, a pressão do movimento indígena, em particular durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), resultou no desbloqueio de cerca de 20 processos de demarcação.
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Novas Propostas Legislativas e o “Aldeamento da Política”
Além da demarcação, o ATL 2026 abordará o avanço de propostas legislativas consideradas prejudiciais aos direitos indígenas. A Apib, coordenada pela Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), busca fortalecer a participação indígena nos espaços institucionais, através do chamado “aldeamento da política”, com propostas como a adaptação das normas eleitorais para garantir a segurança e o sigilo na contagem de votos em territórios tradicionais.
O coordenador da Apib, Kleber Karipuna, já apresentou essas ideias em audiência pública no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em fevereiro de 2026.
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Reafirmação de Conhecimentos Ancestrais e Necessidade de Financiamento
Em 2025, o ATL celebrou os 20 anos de atuação da Apib, reunindo mais de 7 mil indígenas e reforçando o protagonismo dos povos originários na agenda climática global. A carta final da última edição ressaltou a importância dos conhecimentos ancestrais na preservação da biodiversidade e na busca por soluções sustentáveis, além da necessidade de financiamento direto para a proteção dos territórios, considerados essenciais no enfrentamento da crise climática.
