Empresários de SC criam aliança para enfrentar crise da IA no Vale da Morte
Empresários de SC buscam soluções inovadoras para impulsionamento tecnológico no Vale da Morte.
Empresários catarinenses criaram uma aliança estratégica visando superar os desafios impostos pela Inteligência Artificial (IA) na região conhecida como Vale da Morte.
Para impulsionar a transformação tecnológica em Santa Catarina — um polo forte do desenvolvimento digital —, a Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE), por meio deste programa coletivo, busca levar mais 10 mil empresas locais a desenvolverem produtos e soluções avançadas baseados em IA até o ano de 2031.
O setor já movimentou R 42,5 bilhões apenas no exercício de 2024.
Estratégia para transformar negócios catarinenses com IA
A ACATE lançou oficialmente esta iniciativa durante o Startup Summit 2026. A estratégia visa reunir diversas companhias da área tecnológica em círculos dedicados à troca intensa de conhecimento sobre casos práticos de uso (use cases) e tendências do mercado.**
**Além disso**, a aliança negociará acesso privilegiado à infraestrutura necessária para rodar soluções avançadas de inteligência artificial por parte das empresas participantes. Tulio Vinicius Duarte Christofoletti, vice – presidente de Ecossistema na Associação Catarinense de Tecnologia, enfatizou que essa transição é crucial: “A passagem pelas operações tradicionais de SaaS rumo às atividades nativas baseadas em IA configura uma questão vitalidade competitiva.”
Três frentes principais da adoção colaborativa
O modelo estruturado pela ACATE se apoia principalmente em três pilares. O primeiro consiste numa negociação coletiva com grandes provedores globais de tecnologia e infraestrutura como Google, Anthropic, AWS e Microsoft Azure.
**Em segundo lugar**, haverá a criação mensal de grupos para troca prática de experiências sobre implementação real das tecnologias; o terceiro pilar envolve montar um portfólio público que apresentará produtos desenvolvidos por empresas catarinenses utilizando inteligência artificial no seu núcleo operacional.**
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Capacitação profissional é também foco. A entidade informou ainda outros dois vetores importantes: será realizada uma capacitação massiva voltada à formação profissionais em competências específicas da IA. Paralelamente, está sendo estruturado um conselho estadual com participação do poder público e representantes acadêmicos empresariais.
Maturidade tecnológica na jornada empresarial
O programa estabeleceu quatro níveis de maturidade para guiar as companhias através dessa transformação digital complexa segundo a ACATE. O primeiro estágio envolve apenas o uso das ferramentas de inteligência artificial dentro dos processos internos pelas equipes operacionais ou de desenvolvimento.**
**Em seguida**, há a adoção no produto: neste nível são criadas funcionalidades voltadas ao cliente final que ainda não geram uma receita própria associada à IA; já em terceiro lugar, ocorre efetivamente a monetização do recurso com faturamento direto por produtos baseados nessa tecnologia.
Apoio na passagem pela “Vale da Morte”
O foco principal é auxiliar as empresas avançando para transformar recursos funcionais (IA) — incorporados aos seus sistemas —, mas que até então falharam em gerar retorno comercial. A ACATE busca evitar o cenário onde criar um novo módulo de inteligência artificial se torna apenas mais custo operacional sem trazer lucro correspondente.**
**Para isso**, propõe – se apoiar os negócios tanto no desenvolvimento quanto nas estratégias de *upsell*, ajudando a atravessar este chamado vale da morte tecnológico e garantindo novos fluxos de receita.
Eng Ware, Replit lideram programa
As primeiras mantenedoras do projeto são as empresas Eng Ware e Replit. Segundo informações divulgadas pela Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE), a plataforma global Replit disponibilizará R 300 mil em créditos para que outras companhias associadas possam utilizar na implementação prática.**
**Walmoli Gerber Jr**, vice – presidente de Marketing da ACATE, destacou o diferencial: “Enquanto outros projetos se concentram somente no treinamento ou infraestrutura básica, nós olhamos diretamente os casos reais de uso — produtos, processos e governança dentro das próprias corporações”. Ele complementou dizendo ainda que acelerar essa adoção ajuda todo ecossistema catarinense.
Impacto positivo esperado com IA
Sobre as preocupações geradas pela automação do setor, Walmoli também assegurou à comunidade empresarial que a aliança não tem como objetivo gerar demissões em nenhuma esfera.**
**Pelo contrário**, segundo ele, espera – se um crescimento contínuo da produtividade setorial através da inteligência artificial; o resultado será tanto na criação de novos negócios nas empresas existentes quanto no surgimento de novas companhias.