Empresário fugiu após sentença em caso de agressão racial! Jhonnatan, 36 anos, é condenado por tentar matar Gabriel em Açailândia. A pena: 9 anos!
Um empresário de 36 anos foi condenado na última segunda-feira (16/03) por tentativa de homicídio qualificado. O réu, que ainda está foragido, foi considerado culpado por ter espancado um jovem negro de 27 anos em Açailândia, no interior do Maranhão, em dezembro de 2021.
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O caso foi julgado por um tribunal do júri montado pela Justiça do Maranhão, no fórum de Açailândia. Os jurados concluíram que Jhonnatan tentou matar Gabriel, agravando o crime com a asfixia e o uso de recursos que dificultaram a defesa da vítima.
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A acusação argumentava que a agressão tinha motivação racial, com o empresário agindo por preconceito devido à cor da pele da vítima.
O advogado da vítima, Marlon dos Reis, que atuou como assistente da acusação, lamentou a decisão do júri, afirmando que a motivação do crime era, de fato, o preconceito racial. Após a condenação, o juiz fixou a pena em nove anos, quatro meses e 15 dias de reclusão, a serem cumpridos em regime inicial fechado.
No entanto, Jhonnatan fugiu do fórum logo após a sentença.
A fuga do réu gerou questionamentos sobre as circunstâncias da saída da sala do julgamento e se ele estava acompanhado por algum agente público. A corte informou que, na época, a Justiça não podia restringir a liberdade do réu antes da decisão final dos jurados.
Um mandado de prisão foi emitido contra Jhonnatan, que se encontra atualmente desaparecido.
O empresário já tinha um histórico criminal, sendo condenado em 2019 por homicídio culposo, após atropelar uma pessoa em 2013. Na ocasião, ele dirigia sem habilitação e não prestou socorro à vítima, alegando medo de retaliações. A sentença impôs uma multa e prestação pecuniária.
O incidente em que Gabriel quase perdeu a vida ocorreu em dezembro de 2021, quando o jovem estava fazendo uma verificação do seu carro em uma rua de Açailândia. Jhonnatan e sua esposa, a dentista Ana Paula, abordaram Gabriel, acusando-o de furto e o agrediram fisicamente, incluindo agressões com o pescoço e tentativas de asfixia.
As agressões cessaram apenas com a intervenção de um vizinho.
A vítima relatou que a agressão foi motivada por uma avaliação preconceituosa, baseada em suas vestimentas e cor da pele. As câmeras de segurança registraram toda a dinâmica do crime, e o boletim de ocorrência foi registrado pela própria vítima, que também realizou um exame de corpo de delito.
Apesar da condenação pelo júri, a acusação não pretende recorrer da decisão. O caso demonstra a complexidade de um julgamento por júri e a importância da justiça racial na resolução de crimes.
Autor(a):
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.