Dívida da Inter de Milão: Empresário Chinês Perde Tudo em Reestruturação
O empresário chinês, que ocupou o cargo de controlador na Inter de Milão entre 2016 e 2024, enfrentou uma situação dramática após a reestruturação da dívida da empresa. O plano, que envolvia um montante de 238,7 bilhões de yuans (equivalente a cerca de 29,9 bilhões de euros), foi conduzido pelo Tribunal Intermediário do Povo de Nanjing, na China, conforme reportado pela imprensa local.
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Detalhes da Reestruturação Financeira
Para garantir o pagamento das dívidas, o empresário atuou como garantidor das operações financeiras da Inter. Isso significou que ele precisou entregar todos os seus bens pessoais para quitar uma parte significativa dos débitos. A liquidação incluiu imóveis, participações em outras empresas, investimentos financeiros e até mesmo itens de sua coleção pessoal, sendo realizados através de leilões judiciais ou acordos diretamente com os credores.
Contexto da Crise da Suning
A situação do empresário está intrinsecamente ligada à crise da Suning, que se intensificou a partir de 2020. A empresa havia experimentado uma expansão acelerada entre 2016 e 2020, levantando mais de 180 bilhões de yuans por meio de empréstimos, emissão de títulos e outros instrumentos financeiros, parte dos quais foi utilizada na aquisição da Inter de Milão.
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A pandemia de COVID-19 e seu impacto no varejo físico agravaram ainda mais a situação, resultando em perdas superiores a 40 bilhões de yuans e um acúmulo de mais de 100 bilhões de yuans em dívidas não pagas até 2021.
Influência Remanescente e Futuro Incerto
Apesar de ter perdido todo o seu patrimônio pessoal, o empresário mantém alguma influência na governança da Suning reestruturada, com o direito de indicar membros para o conselho de administração. No entanto, sua permanência nessa posição depende do desempenho futuro do grupo, o que representa um fator de incerteza para o seu futuro envolvimento com a Inter de Milão.
