Empreendedores se deslocam a Washington, governo busca contrapartida
A empresa busca seus objetivos em um cenário de pressão por diálogo e uma possível reação do Brasil ao aumento dos preços praticados nos Estados Unidos.

Na próxima semana, uma delegação com mais de 100 líderes de associações e empresários brasileiros, impactados pela tarifação americana, chegará a Washington D.C., capital dos Estados Unidos.
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A comitiva coordenada pela CNI realizará reuniões com autoridades dos setores público e privado. Além disso, agendou uma audiência com a USTR – Representante Comercial dos Estados Unidos, para abordar o processo de investigação sobre supostas práticas comerciais desleais e ilegais praticadas pelo Brasil.
A presença contará com industriais e representantes do setor agro, segmento entre os mais impactados pelo aumento da tarifa de importação determinado pelos Estados Unidos.
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Esperamos poder chegar e encontrar um ambiente propício onde toda essa questão possa ser enfrentada em uma mesa de negociação, sensibilizando não só os EUA, mas mesmo o Brasil, para a complementariedade que nós temos no setor industrial, que é a exportação de produtos manufaturados e a importação de produtos manufaturados.
A viagem ocorre em meio à tentativa de manter as portas abertas para o diálogo com o governo americano, ao mesmo tempo em que o governo brasileiro prepara uma possível resposta formal aos Estados Unidos com base na Lei da Reciprocidade.
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O Itamaraty, com avaliação do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), acionou a Camex (Câmara de Comércio Exterior), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, para verificar se a lei aprovada em 2023 pode ser aplicada ao caso do tarifamento norte-americano. Essa primeira análise poderá levar até 30 dias, mas uma eventual retaliação brasileira poderá ainda levar meses para ser concretizada.
A Lei da Reciprocidade, promulgada por Lula em abril após aprovação do Congresso, possibilita que o Brasil responda a sanções estrangeiras unilaterais consideradas danosas aos interesses nacionais. A intenção do governo, segundo fontes próximas às negociações, não é aplicar imediatamente uma tarifa sobre produtos americanos, mas sim acionar o processo e manter as negociações em curso.
O governo espera que a abertura do processo exerça pressão sobre os Estados Unidos e contribua para a criação de um canal de diálogo. Contudo, o Planalto tem investido na expansão de mercados.
O vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin, retornou nesta sexta-feira (29) do México, em viagem oficial relacionada a essa missão.
Empreender exige-se com prudência.
Apesar da movimentação do governo, a medida tem gerado apreensão entre empresários. A CNI se manifestou contra retaliações neste momento. Para a entidade, é preciso cautela, embasamento técnico e, sobretudo, evitar ações precipitadas.
Uma pesquisa da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil) indica que, para a maioria das empresas, medidas de reciprocidade podem intensificar o conflito, dificultar as negociações e comprometer a reputação do país como destino de investimentos. O estudo também aponta o risco de insegurança jurídica, impactos em cadeias produtivas e a perda de competitividade internacional.
Em segredo, o governo brasileiro monitora cuidadosamente a chance de novas sanções, sobretudo considerando a proximidade do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no STF (Supremo Tribunal Federal), o que pode intensificar as tensões políticas entre os dois países.
Paralelamente, o Planalto adota uma estratégia dual: indicar abertura ao diálogo e, simultaneamente, sustentar o processo de retaliação, caso as negociações não progriduam.
Fonte por: CNN Brasil
Autor(a):
Redação Clique Fatos
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