Em janeiro de 2026, o mercado automotivo brasileiro viu 162.342 emplacamentos. Descubra quais modelos se destacaram e as tendências que moldam o setor!
No primeiro mês de 2026, o mercado automotivo brasileiro registrou 162.342 emplacamentos. Esse total é composto por 125.159 automóveis de passeio e 37.183 comerciais leves. Apesar de representar uma queda significativa de 39,1% em relação a dezembro, houve um crescimento real de 1,3% em comparação com janeiro de 2025.
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Mais uma vez, a Fiat Strada se destacou como o carro mais vendido do Brasil, com 10.541 emplacamentos. O Volkswagen T-Cross também teve um bom desempenho, com 5.741 unidades vendidas. Assim, o modelo da Volkswagen foi o automóvel de passeio e SUV mais vendido do mês, segundo dados da consultoria K.Lume.
A retração mensal foi de 40,6% para os automóveis de passeio e 33,6% para os comerciais leves, um fenômeno comum no início do ano. Analistas do setor apontam que despesas fixas, como IPVA e IPTU, desviam o capital das famílias da compra de bens duráveis.
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Com 21 dias úteis em janeiro, a média diária de vendas foi de 8.123 unidades. Embora tenha havido um aumento de 4,3% na média diária em relação a 2025, o ritmo de crescimento é inferior ao de 6,0% do ciclo anterior, indicando uma desaceleração no mercado para este ano.
Um dado relevante foi o desempenho das fabricantes chinesas, que cresceram de 13.901 para 21.652 unidades, um aumento de 55,8%. Enquanto isso, o mercado de luxo teve uma queda de 3,79%. Essa mudança reflete uma transformação na oferta de veículos no Brasil, com novas tecnologias e preços competitivos desafiando as marcas tradicionais.
Por outro lado, o segmento de veículos pesados, como caminhões e ônibus, apresentou uma queda de 25,6% em relação a janeiro do ano passado. Esse desempenho é um indicador importante para o Produto Interno Bruto (PIB) e a confiança empresarial, sugerindo um cenário cauteloso para a economia em 2026.
Autor(a):
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.