A ONU informou que, até o dia 29, as autoridades iranianas realizaram a execução de pelo menos 841 indivíduos em 2023.
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A ONU informou que 110 indivíduos foram executados em julho, mais do que o dobro da quantidade registrada no mesmo mês do ano anterior. Dentre as vítimas, estavam mulheres, cidadãos afegãos e minorias étnicas, incluindo balúchis, curdos e árabes.
O elevado número de execuções indica um padrão sistemático de uso da pena de morte como instrumento de intimidação estatal, com ataques desproporcionais a minorias étnicas e migrantes, afirmou a porta-voz do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), Ravina Shamdasani, aos repórteres em Genebra.
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O Irã recusou-se a atender a várias solicitações para aderir ao movimento global pela revogação da pena capital, afirmou Shamdasani.
De acordo com o ACNUDH, atualmente onze indivíduos correm risco de execução imediata, sendo seis acusados de “rebelião armada” e outros cinco pela pena de morte devido à sua participação nos protestos de 2022.
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O chefe de direitos humanos da ONU, Volker Turk, solicitou ao Irã que suspenda temporariamente as execuções como medida em direção à abolição total da pena capital.
Fonte por: CNN Brasil