Eloiza Lourenço: Makota e Guardiã da Tradição Afro-Ilhabela em Festa de Iemanjá

Eloiza Lourenço lidera celebração de Iemanjá em Ilhabela! Makota e guardiã da memória ancestral, ela organiza festa tradicional desde 2026. Descubra a riqueza

08/06/2026 11:40

3 min

Eloiza Lourenço: Makota e Guardiã da Tradição Afro-Ilhabela em Festa de Iemanjá
(Imagem de reprodução da internet).

Eloiza Lourenço: A Ekedi que Preserva a Memória Ancestral de Ilhabela

Nascida no Quilombo da Caçandoca, em Ubatuba (SP), Eloiza Lourenço é uma figura central na rica tapeçaria cultural e religiosa de Ilhabela. Ela desempenha um papel crucial como makota do terreiro Ilé Àsé Omo Guian Ati Oya e Aldeia Caboclo Tupinambá, além de ser diretora de Patrimônio Histórico e Cultural da cidade.

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Sua trajetória é marcada pela resistência, pela preservação da memória ancestral e pela conexão profunda com as tradições afro-brasileiras.

Eloiza se destaca como parte integrante da Associação do Movimento Afrodescendente de Ilhabela (Amai), fundada por Noemi Petarnella, e responsável pela gestão do Museu da Cultura Afro-Brasileira, localizado na histórica Fazenda Engenho d’Água.

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Este espaço educativo é um marco fundamental no resgate da presença africana no Brasil, oferecendo um ambiente de aprendizado e reflexão sobre a história e a cultura afro-brasileira.

A Festa de Iemanjá de Ilhabela: Uma Celebração Consolidada

A dedicação de Eloiza se manifesta de forma tangível na organização da tradicional Festa de Iemanjá de Ilhabela, uma celebração que começou na década de 1970 e se consolidou como uma das principais festividades religiosas e culturais da região.

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Em 2 de fevereiro de 2026, o terreno da Fazenda Engenho d’Água foi palco de um importante xirê, reunindo diversos terreiros da cidade, que culminou em uma celebração à beira-mar, onde devotos entregaram balaios com flores, frutas e outros objetos sagrados aos pés da rainha do mar, Iemanjá.

A Sabedoria das Ekedi e a Influência de Nanã Buruquê

A ekedi Eloiza, também conhecida como “a mais velha das divindades”, é guiada pela influência de Nanã Buruquê, a senhora das águas paradas, dos pântanos e da lama, uma divindade central no candomblé e na umbanda. A chuva, regida por Nanã, é vista como um presente sagrado, um elemento essencial para a vida e para a fertilidade da terra.

A reportagem do Brasil de Fato acompanhou este evento, documentando a história de Eloiza e o papel fundamental que ela desempenha na preservação da cultura afro-brasileira.

Entrevistas e o Papel Social do Terreiro

Através de entrevistas, Eloiza compartilha sua visão sobre o papel do terreiro na comunidade, destacando a importância do acolhimento de pessoas em situação de vulnerabilidade, como mães solas e vítimas de violência. Ela enfatiza a necessidade de investimento e apoio para o desenvolvimento de projetos sociais e culturais, que visam valorizar a cultura africana e promover a educação e o desenvolvimento da comunidade local.

A produção “Terreiros Urbanos em São Paulo” do CPMídias e Brasil de Fato, com realização da Secretaria da Cultura, Economia e Indústrias Criativas do Governo do Estado de São Paulo, oferece um olhar profundo sobre a complexidade e a importância do terreiro como centro de produção de conhecimento e de transformação social.

Autor(a):

Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.

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