Eleições Gerais em Honduras: Desafios, Fraude e a Influência dos EUA em Jogo

Eleições Gerais em Honduras prometem agitar o cenário político no dia 30, com alegações de fraude e três candidatos em destaque, incluindo Rixi Moncada

29/11/2025 15:01

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(Imagem de reprodução da internet).

Eleições Gerais em Honduras: Desafios e Incertezas

No domingo (30), Honduras realizará suas eleições gerais, que já estão cercadas por alegações de fraude eleitoral e pela influência dos Estados Unidos. A disputa pela presidência é marcada por incertezas, com três candidatos se destacando, mas sem um favorito claro.

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O cientista político Héctor Soto Caballero comentou sobre a situação, ressaltando a profunda divisão política e econômica no país.

O mandato da atual presidente, Xiomara Castro, se encerrará em 27 de janeiro de 2026, o que representaria a primeira vez que um presidente de esquerda completa um mandato em Honduras. Seu marido, Manuel Zelaya, foi deposto em um golpe de Estado em 2009.

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Nas eleições, Castro apoia Rixi Moncada, do partido LIBRE, que promete dar continuidade à agenda da atual presidente.

Principais Candidatos e Questões em Debate

Embora a economia de Honduras tenha mostrado crescimento moderado sob a presidência de Castro, a campanha eleitoral tem se concentrado em questões polarizadoras. Os principais candidatos incluem Rixi Moncada, Salvador Nasralla e Nasry Asfura. Moncada, a primeira mulher a ser ministra da Defesa, busca democratizar a economia, mas com uma abordagem confrontativa.

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Salvador Nasralla, um centrista-liberal e ex-vice-presidente, defende reformas trabalhistas e relações comerciais mais fortes com o Ocidente. Nasry Asfura, do Partido Nacional, é um empresário de direita que recebeu apoio de Donald Trump e se apresenta com uma plataforma de livre mercado.

Alegações de Fraude e Tensão Política

Ambos os lados, governo e oposição, têm levantado suspeitas de fraude eleitoral, o que, segundo críticos, compromete a integridade do processo. O clima tenso pressiona o CNE (Conselho Nacional Eleitoral), que é liderado por conselheiros de diferentes partidos.

Recentemente, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas solicitou registros de votação, o que foi considerado uma interferência pela presidente do CNE.

Organizações internacionais, como a Human Rights Watch, expressaram preocupações sobre as alegações de fraude e a pressão sobre a autoridade eleitoral. A OEA e a União Europeia também pediram garantias de independência para o órgão eleitoral.

Influência dos EUA e Relações Exteriores

A pressão dos Estados Unidos, principal parceiro comercial de Honduras, intensifica as tensões. Trump declarou que poderia colaborar com Asfura para combater o narcotráfico e fortalecer a democracia. O analista Héctor Soto Caballero observa que os candidatos da oposição têm laços ideológicos com Washington, enquanto o partido governista busca manter uma relação transacional.

O governo de Castro atendeu a várias demandas dos EUA em questões de segurança e imigração. A política externa de Honduras também é complexa em relação à Venezuela, especialmente após o apoio de Castro a Maduro. A crescente influência da China na América Latina, com o rompimento de relações com Taiwan, também representa um desafio para a Casa Branca.

Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.