El Niño se torna o protagonista de 2026, elevando preocupações climáticas e impactando a agricultura. Descubra como isso afetará o Brasil!
O Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos, conhecido como NOAA, elevou as expectativas em relação ao El Niño, que deve ser o fenômeno climático predominante em 2026. Os mapas meteorológicos indicam um aumento gradual das temperaturas no Oceano Pacífico Equatorial, o que impacta a circulação atmosférica global.
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Com as mudanças climáticas e o aquecimento global, o El Niño tem se manifestado com intensidade crescente.
A imagem abaixo, parte do relatório do NOAA, revela que o La Niña começou a perder força em fevereiro. As águas do Pacífico, que estavam com temperaturas abaixo da média, estão começando a aquecer. Durante março, o fenômeno transita para uma fase de neutralidade, que deve se prolongar até o outono.
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O El Niño deve se consolidar a partir de maio, aumentando as chances de um inverno menos rigoroso. A partir de agosto, a probabilidade de consolidação do El Niño é de 80%, com temperaturas podendo atingir até 2ºC acima da média na primavera.
A previsão de médio prazo é crucial para o planejamento agrícola. No Sul, as chuvas tendem a ser intensas em anos de El Niño, elevando o alerta para enchentes e deslizamentos. Para os produtores da região, a recomendação é antecipar o plantio e a colheita.
O desastre climático ocorrido em maio de 2024 no Rio Grande do Sul foi associado ao El Niño, que se estendeu até o ano seguinte.
No Sudeste, o fenômeno intensifica as ondas de calor e provoca chuvas isoladas, especialmente no verão. As temperaturas elevadas geram preocupações para os setores de cana-de-açúcar e café, pois podem afetar a florada da próxima safra. No Centro-Norte, a atenção deve ser voltada para a estiagem, que pode dificultar o desenvolvimento das lavouras de grãos e reduzir a produtividade.
Para a pecuária de corte, a escassez de chuvas pode comprometer a qualidade das pastagens e a engorda do rebanho, aumentando a necessidade de confinamento.
A estiagem também deve afetar a região Norte, com um cenário semelhante ao de 2023, caracterizado por baixa umidade, maior risco de queimadas, seca dos rios e comprometimento da logística hidroviária.
Autor(a):
Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.