Efeito Di María”: Rosario Central ultrapassa 104 mil sócios após chegada do atacante
A chegada de Di María ao Rosario Central não apenas aumentou o número de sócios, mas também elevou a visibilidade e o engajamento do clube.
O Rosario Central, rival do Corinthians nas oitavas de final da Libertadores, alcançou a impressionante marca de 104 mil associados. Essa conquista é atribuída à chegada do atacante Angel Di María, que trouxe um grande impacto ao clube, colocando – o na quarta posição do ranking nacional, atrás apenas de River Plate (351 mil), Boca Juniors (323 mil) e Independiente (160 mil.
Di María anunciou seu retorno ao futebol sul – americano logo após encerrar sua participação no Mundial de Clubes pelo Benfica. Sua decisão de vestir a camisa dos Auriazules fez com que o time ultrapassasse a barreira dos 100 mil sócios torcedores.
O chamado “Efeito Di María” se estendeu além das quatro linhas; as plataformas digitais do clube registraram milhões de acessos, enquanto o vídeo de seu anúncio no Instagram alcançou mais de 10 milhões de visualizações.
Impacto na visibilidade e novas oportunidades
A presença de um jogador como Di María não apenas aumenta a visibilidade do clube, mas também aproxima a equipe de novos públicos. Essa nova exposição fortalece a marca do Rosario Central e amplia o engajamento dos torcedores, o que pode abrir portas para novas oportunidades comerciais.
Victor Schildt, professor de MBA em infraestrutura esportiva, ressalta que é fundamental ter uma estratégia para aproveitar esse momento favorável.
No cenário brasileiro, os volumes de associados dos maiores clubes da Argentina superam a realidade da maioria das equipes do país. Apenas Palmeiras, Atlético – MG e Grêmio conseguem romper essa barreira. Contudo, o engajamento dos torcedores argentinos não se reflete em receitas comparáveis às dos times brasileiros.
Enquanto River Plate e Boca Juniors faturam entre R 35 milhões e R 40 milhões, os clubes brasileiros apresentam números significativamente mais altos.
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O Flamengo lidera com R 90 milhões oriundos do programa de sócios, seguido por Palmeiras com R 80 milhões. Em seguida estão Corinthians com R 61 milhões e São Paulo com R 56 milhões.
Avanços tecnológicos nos estádios
Apesar do futebol brasileiro movimentar cifras maiores, as arrecadações ainda não atingiram um patamar institucional maduro. Nos últimos dez anos, o modelo evoluiu para se tornar uma parte das receitas dos clubes. Especialistas apontam que a gestão tecnológica em alguns estádios tem sido um destaque nesse cenário.
Desde o ano passado, essa modernização é obrigatória por lei.
Tironi Paz Ortiz, CEO da Imply — empresa responsável pela modernização nos estádios — explica: “Com sistemas de controle de acesso biométrico e facial e gestão em programas de sócios, temos contribuído para a segurança, conforto e interatividade dentro de dezenas de estádios pelo país e também chegando em outras nações.”
A Arena MRV, estádio do Atlético – MG, é considerado o mais tecnológico do Brasil. O duelo entre Rosario Central e Corinthians acontecerá nesta quinta – feira (13) às 21h 30 (de Brasília), no Estádio Gigante de Arroyito, na Argentina.