O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) solicitou formalmente ao presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), que exerça seu mandato à distância, dos Estados Unidos. O “filho 03” de Jair Bolsonaro alega sofrer “perseguição política”.
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Eduardo publicou na sua conta do X (anteriormente Twitter) uma cópia do ofício que, de acordo com ele, foi encaminhado a Motta com a solicitação. No texto, o filho do ex-presidente afirma que sua situação atual é mais grave do que a enfrentada durante a pandemia de Covid-19, período em que a Câmara adotou a atuação remota.
A situação atual é muito mais séria do que a enfrentada naquela época: o risco de um parlamentar brasileiro ser alvo de perseguição política atualmente é significativamente maior do que o risco de desenvolver uma doença grave durante a pandemia.
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Ao apresentar o pedido, Eduardo afirmou que a “diplomacia parlamentar” é um dos pilares de sua atuação como deputado, e se orgulhou de uma “rede de interlocução internacional que me tornou reconhecidamente o parlamentar brasileiro com maior credibilidade no exterior”, sem mencionar fontes.
Motta ainda não respondeu ao ofício que, segundo Eduardo, foi encaminhado na noite de quinta-feira 28. Se depender das últimas manifestações do presidente da Câmara sobre o tema, contudo, o filho de Jair Bolsonaro pode encontrar dificuldades. No início do mês, Motta afirmou que “não há previsibilidade para o mandato a distância. Isso seria uma excepcionalidade, o que não é o caso”.
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O paraibano afirmou que “ninguém concorda” com a atuação de Eduardo desde que este se deslocou para os Estados Unidos. Em entrevista à revista Veja, o presidente da Câmara disse que o parlamentar bolsonarista trabalha “para que medidas cheguem ao seu país de origem e tragam danos à economia”.
Eduardo Bolsonaro, anteriormente em licença do mandato parlamentar, retomou o exercício da função, estando atualmente com mandato válido, recebendo remuneração, mesmo se encontrando no exterior. Consequentemente, estão sendo registradas ausências injustificadas que podem resultar em sua suspensão.
Fonte por: Carta Capital