Eduardo Bolsonaro enfrenta risco de perder mandato após denúncia da PGR

Deputado sofre revés político após denúncia da PGR e veto da liderança por Hugo Mota (Republicanos-PB).

24/09/2025 07:09

2 min

Eduardo Bolsonaro enfrenta risco de perder mandato após denúncia da PGR
(Imagem de reprodução da internet).

Deputado Eduardo Bolsonaro Enfrenta Investigações na Câmara

Um dia após ser denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por coação a processo, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) enfrentou revés em duas frentes na Câmara dos Deputados. A situação complexa envolveu a decisão do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o processo instaurado pelo Conselho de Ética.

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Vetamento da Nomeação e Processo Disciplinar

A decisão de Motta, que vetou a indicação de Eduardo como líder da minoria, foi publicada no Diário da Câmara na terça-feira. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), recorreu da decisão, argumentando que a comunicação necessária para a nomeação era suficiente. A estratégia da oposição buscava proteger Eduardo das ausências em plenário enquanto ele permanecia nos Estados Unidos, sem previsão de retorno.

Críticas e Acusações

O caso gerou críticas e acusações. Motta justificou a decisão com base em um parecer técnico que considerava o exercício do mandato “inerentemente presencial”. Eduardo, por sua vez, acusou Motta de “refém do regime” e de sofrer “extorsão” do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

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Processo no Conselho de Ética

O Conselho de Ética instaurou um processo disciplinar contra Eduardo, motivado por uma representação do PT. O partido argumenta que o deputado ultrapassou os limites do mandato ao buscar sanções internacionais contra autoridades brasileiras nos EUA, além de ferir o decoro parlamentar. O presidente do colegiado, Fábio Schiochet (União-SC), destacou a veemência de Eduardo na difamação de instituições do Estado, especialmente o Supremo Tribunal Federal.

Recurso e Escolha dos Relatores

Sóstenes Cavalcante questionou a competência de Motta, defendendo que a competência é colegiada. O Conselho de Ética selecionará os relatores do processo, com nomes como Duda Salabert (PDT-MG), Paulo Lemos (PSOL-AP) e Delegado Marcelo Freitas (União-MG) em consideração.

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Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.

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