Eduardo Bolsonaro apoia “método Bukele” e defende combate ao crime com Guilherme Derrite

Eduardo Bolsonaro apoia Guilherme Derrite e defende o “método Bukele” para combater o crime no Brasil. Descubra os detalhes dessa proposta polêmica!

Eduardo Bolsonaro defende “método Bukele” em apoio a Guilherme Derrite

No último sábado (16), durante o lançamento da pré-candidatura de Guilherme Derrite (PP) ao Senado, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) destacou a necessidade do Brasil adotar o “método Bukele” para enfrentar o crime organizado. Atualmente residindo nos Estados Unidos, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) manifestou seu apoio ao ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo na corrida pelo Senado.

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Em seu discurso, ele enfatizou a importância de um modelo de combate ao crime inspirado nas políticas de segurança do presidente de El Salvador, Nayib Bukele.

“Derrite, junto com nosso presidente, vai colocar o Brasil no caminho certo para que possamos combater o crime organizado de forma eficaz”, afirmou Eduardo Bolsonaro.

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Entenda o que é o “método Bukele”

Nayib Bukele assumiu a presidência de El Salvador em 2019, derrotando os partidos tradicionais com a promessa de erradicar a violência das gangues e revitalizar a economia do país. Em 2020, ele autorizou o uso da força letal pelas forças de segurança contra membros de gangues, alegando que estes estavam se aproveitando da pandemia de coronavírus, após um fim de semana que resultou em mais de 50 mortes em todo o país.

Desde 2022, El Salvador está sob estado de exceção, aprovado pela Assembleia Legislativa a pedido de Bukele, com o objetivo de combater a crescente taxa de homicídios. O decreto de emergência, que foi renovado várias vezes, suspende direitos constitucionais e permite detenções em massa.

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Nos últimos anos, mais de 90 mil pessoas foram presas, embora o governo afirme que cerca de 10% foram liberadas. Em 2023, foi inaugurado o Cecot (Centro de Confinamento do Terrorismo), uma megaprisão destinada a abrigar milhares de indivíduos acusados de vínculos com gangues.

Método é questionado por analistas e observadores

As práticas do governo salvadorenho têm sido alvo de críticas por analistas e observadores internacionais, que afirmam que elas violam sistematicamente os direitos humanos. Organizações como a Human Rights Watch e o Comitê contra a Tortura da ONU condenam o que consideram ser abusos contra a população.

Famílias de detidos relataram prisões injustas, alegando que muitos não têm qualquer ligação com as gangues.

Recentemente, a Assembleia Legislativa de El Salvador aprovou reformas constitucionais que incluem a possibilidade de condenar menores de 12 anos à prisão perpétua por crimes como homicídio, feminicídio e estupro. O Comitê dos Direitos da Criança e o Fundo das Nações Unidas para a Infância expressaram sua “profunda preocupação” com essas mudanças, defendendo que adolescentes em conflito com a lei devem ser tratados com foco na reabilitação e reintegração.

Redução na taxa de homicídios

Apesar das alegações de violações de direitos humanos e detenções arbitrárias, que o governo Bukele nega, El Salvador registrou uma queda significativa nas taxas de homicídio após anos de violência associada a gangues. O governo divulga esses dados apenas por meio de declarações oficiais, e desde abril de 2022, não permite acesso a estatísticas detalhadas sobre crimes, alegando que essas informações serão confidenciais por sete anos.

O governo afirma que a redução da violência é uma das razões para a alta aprovação de Bukele entre os cidadãos. Em 2024, ele se tornou o primeiro presidente salvadorenho a ser reeleito em mais de um século, após uma manobra de seu partido que resultou na destituição de membros da Suprema Corte, permitindo que ele concorresse novamente.

Desde então, o Congresso aprovou em 2025 uma reforma constitucional que possibilita a reeleição por tempo indeterminado.

“Sabe de uma coisa? Não me importo que me chamem de ditador. Prefiro ser chamado de ditador a ver salvadorenhos sendo mortos nas ruas”, declarou Bukele durante o discurso de posse de seu segundo mandato.