
Edson Bindilatti foi escolhido como o porta-bandeira do Brasil na Cerimônia de Encerramento dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026. A decisão foi divulgada nesta quarta-feira (18) pelo presidente do Comitê Olímpico do Brasil, Marco La Porta, durante uma reunião virtual com a equipe da modalidade, realizada na Casa adidas, em Cortina.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Com seis participações olímpicas, Bindilatti é o atleta brasileiro com mais experiências em Jogos de Inverno. Em Milão-Cortina, ele competirá como piloto nas provas de two-man e four-man do bobsled. Essa escolha também representa o fim de sua carreira olímpica como atleta.
“Seis Jogos Olímpicos é para poucos. Ele é uma referência para o esporte olímpico brasileiro”, destacou La Porta ao anunciar o nome do baiano. Bindilatti expressou surpresa com a indicação, afirmando: “Mostra que toda a dedicação valeu a pena.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
São 26 anos trabalhando pelo bobsled e pelos esportes de inverno”.
A carreira olímpica de Bindilatti teve início em 2002, quando atuou como pusher. Em 2006, ele foi breakman e, a partir de 2014, passou a ser piloto. Após os Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim 2022, chegou a anunciar sua aposentadoria, mas decidiu voltar para liderar a transição da equipe e preparar novos talentos da modalidade.
Esta será a terceira vez que Bindilatti carregará a bandeira do Brasil. Ele já foi porta-bandeira na abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de PyeongChang 2018 e novamente em Pequim 2022, desta vez ao lado de Jaqueline Mourão. “É o fim da minha jornada olímpica.
Quero ainda permanecer neste ano para fazer a transição da melhor forma possível”, afirmou o atleta, que completará 47 anos em 2026.
Antes de se destacar no bobsled, Bindilatti teve uma carreira no atletismo. Como decatleta, foi campeão brasileiro nove vezes e conquistou títulos sul-americanos e ibero-americanos. Ele migrou para o bobsled em 2000 e se tornou uma das principais referências da modalidade no Brasil.
Ao assumir a bandeira em Milão-Cortina, ele encerra uma trajetória que começou há mais de duas décadas, deixando um legado importante para os esportes de inverno no país.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!
Autor(a):
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.