Editora Três Declara Falência em Decisão Judicial
Em 3 de fevereiro de 2025, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) homologou a falência da Editora Três. A empresa, fundada na década de 1970 e responsável por publicações como as revistas IstoÉ e IstoÉ Dinheiro, encerrou sua trajetória após enfrentar uma grave crise financeira.
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A decisão foi tomada durante o governo de Tarcísio de Freitas em São Paulo, mas não possui relação com a administração estadual atual. A falência reflete a complexa situação econômica que a Editora Três enfrentou ao longo dos anos.
Recuperação Judicial e a Crise
O primeiro pedido de recuperação judicial da Editora Três ocorreu entre 2007 e 2008. Em 2020, a empresa buscou novamente a Justiça, alegando que a crise no setor editorial havia comprometido sua capacidade de operação. No entanto, o juiz Paulo Furtado de Oliveira Filho, da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, considerou que a empresa não cumpriu os termos do plano de recuperação judicial aprovado em 2021.
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Credores relataram o descumprimento dos pagamentos, fato confirmado pela administradora judicial responsável pelo caso. A situação se agravou com a falta de pagamento de credores trabalhistas, conforme apontado pela decisão do TJ-SP.
Intimações e Falta de Comprovação
O TJ-SP já havia intimado a Editora Três a regularizar as pendências, mas a empresa não apresentou comprovantes de pagamento. Limitou-se a afirmar que estava “empenhando esforços” para quitar os débitos de forma parcelada. Apesar das últimas intimações, a Editora Três não apresentou os comprovantes solicitados pela administradora judicial.
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A situação se agravou com a falta de pagamento de credores trabalhistas, conforme apontado pela decisão do TJ-SP. A Editora Três apenas reiterou a promessa de tentar o pagamento, sem apresentar evidências concretas.
Fim de uma Era no Jornalismo
Com a decisão judicial, a trajetória de uma empresa que marcou décadas do jornalismo brasileiro chega ao fim. A Editora Três, responsável por importantes publicações, encerrou suas atividades após enfrentar dificuldades financeiras e não conseguir cumprir os acordos de recuperação judicial.
