O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) se manifestou na terça-feira, 25 de novembro de 2025, em resposta à divulgação antecipada de questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) por parte do estudante de medicina Edcley Teixeira.
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O Ministro Palácios afirmou que a situação não representa um risco à segurança da prova nem afeta o desempenho dos candidatos.
Memorização e Coincidências Não São Vazamento
Segundo Palácios, a “memorização” de itens que aparecem em pré-testes não configura vazamento e não interfere no desempenho dos estudantes. Ele ressaltou que a coincidência entre perguntas vistas previamente pelo estudante e questões aplicadas na edição de 2025 não proporciona vantagem indevida. “Não há injustiça.
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Nenhuma nota será afetada por essa lembrança eventual”, declarou.
Reutilização de Bancos de Itens e Probabilidade
O INEP enfatizou que a situação se explica pela reutilização de itens de pré-testes, prática comum na montagem de provas de larga escala. O Ministro Palácios explicou que a probabilidade de acerto ao acaso já é de 20%, o que torna as coincidências improváveis. “Ver uma questão que cai por coincidência não altera o resultado de ninguém”, afirmou.
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Investigação da Polícia Federal e Análise Interna
A Polícia Federal investiga suspeitas de fraude e cumpriu um mandado de busca e apreensão na casa de Edcley Teixeira, no Ceará, no domingo, 23 de novembro. Foram apreendidos o celular e o notebook do estudante. A auditoria interna do INEP confirmou que Edcley não teve acesso ao caderno de prova do Enem 2025 e que os demais itens vistos em transmissões online não foram comprometidos.
O INEP também esclareceu que algumas coincidências ocorreram devido ao uso de bancos de itens compartilhados em pré-testes aplicados por diferentes instituições públicas.
Contexto das Provas com Prêmio Capes
Edcley Teixeira ganhou notoriedade ao divulgar listas de exercícios e questões praticamente idênticas às aplicadas no Enem 2025, algumas com até 8 meses de antecedência. Essas questões, que abordavam temas como fotossíntese e cálculos financeiros, eram utilizadas em provas como o Prêmio Capes de Talento Universitário, aplicado a alunos de instituições federais, onde os estudantes recebiam dinheiro para memorizar questões.
O INEP reforça que, em nenhum momento, o Enem esteve em risco.
