A nova Lei do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente promete revolucionar a proteção dos jovens na internet. Descubra como!
A Lei do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital) representa a nova norma brasileira voltada para a proteção de menores na internet. Sancionada em 2025, a legislação entrou em vigor em março de 2026, com a finalidade de aumentar a segurança dos jovens em plataformas online.
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Entre as diversas medidas, a lei exige que as empresas realizem a verificação da idade dos usuários, implementem sistemas de moderação e ferramentas de supervisão.
Além disso, a norma estabelece que a responsabilidade digital é compartilhada entre plataformas, famílias, sociedade e Estado, visando proteger os jovens. O intuito das novas diretrizes é evitar práticas que possam levar ao vício em telas, à erotização e a outros riscos digitais.
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O ECA Digital (Lei nº 15.211/2025) surgiu após anos de discussões, impulsionado em parte por denúncias de exploração de crianças na internet. A lei, que foi apelidada de “lei que denunciou a adultização de menores nas redes”, traz diretrizes mais abrangentes sobre os direitos de crianças e adolescentes no ambiente online. É importante ressaltar que a nova legislação não substitui o Estatuto da Criança e do Adolescente de 1990 (ECA), mas amplia a proteção prevista para o ambiente digital.
Entre as principais exigências, a lei determina que as plataformas adotem métodos confiáveis de verificação de idade para impedir que crianças acessem conteúdos inadequados. Em caso de descumprimento, estão previstas multas de até 10% do faturamento no Brasil, limitadas a R$ 50 milhões, além da possibilidade de suspensão ou proibição de operação no país.
O ECA Digital proíbe práticas que possam manipular o público jovem por meio dos recursos das plataformas. A legislação esclarece que esses recursos exploram a vulnerabilidade das crianças, mantendo-as online por mais tempo. Nos documentos oficiais, práticas como rolagem infinita, notificações com senso de urgência e obstáculos para sair do serviço estão sendo coibidas.
Conforme o governo explica em documentos oficiais, o objetivo do ECA Digital é coibir “designs manipulativos” que criam um falso sentimento de urgência ou dependência. Essas estratégias, conhecidas como padrões de design manipulativo, exploram o comportamento humano e gatilhos emocionais para influenciar decisões e prolongar o uso dos serviços.
Algumas práticas de design manipulativo que estão sob a mira do ECA Digital incluem:
A aplicação do ECA Digital enfrentará desafios técnicos para implementar as novas regras. Algumas exigências, como os mecanismos de verificação de idade, dependem de soluções tecnológicas que levantam questões sobre eficácia, equilíbrio e privacidade.
Além disso, cada serviço online opera de maneira distinta, com recursos e níveis de risco variados, dificultando a adoção de uma diretriz única.
Segundo especialistas, outro desafio significativo será transformar as obrigações da lei em critérios claros de fiscalização e cumprimento. Não basta apenas criar a norma; é necessário definir como ela será aplicada em cada ambiente digital.
A efetividade da norma também depende da educação digital e do uso adequado das ferramentas de proteção disponíveis, visando garantir uma proteção concreta para crianças e adolescentes.
Autor(a):
Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.