Durigan afirma que governo vai apertar arcabouço fiscal para melhorar resultados em 2026

Durigan destaca que o aperto no arcabouço fiscal é essencial para garantir resultados positivos e estabilidade econômica em 2026.

Ministro da Fazenda, Dario Durigan

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, destacou que sua equipe vai continuar a “apertar o arcabouço fiscal“. Durante uma entrevista à Globo News, ele ressaltou que na semana passada o Congresso Nacional aprovou uma medida que limita o crescimento de despesas obrigatórias, criando espaço para despesas discricionárias em 2027. “A gente vai seguir apertando o arcabouço fiscal para que a gente tenha um resultado cada vez melhor do ponto de vista fiscal”, afirmou Durigan, enfatizando a importância da colaboração entre a política fiscal e monetária.

Em relação ao endividamento das famílias brasileiras, Durigan comentou que é natural em um país saudável as pessoas tomarem crédito. No entanto, ele alertou que o problema surge quando elas não conseguem arcar com suas dívidas. Nesse contexto, o ministro mencionou a atual incerteza econômica gerada pelo período eleitoral, citando a defesa da campanha petista pelo fortalecimento da regra fiscal estabelecida.

Comparações com gestões anteriores

Durigan argumentou que as ações tomadas durante sua gestão são mais responsáveis do que as implementadas no governo anterior. Ele reforçou que nada do que foi aprovado no Congresso ou proposto pela administração atual implica aumento de despesas sem uma fonte de financiamento correspondente. “Nada do que foi aprovado no Congresso, nada do que foi proposto pelo governo tem aumento de despesas sem fonte de financiamento”, sustentou.

Além disso, o ministro comentou sobre os aumentos de despesas e renúncias fiscais aprovados pelo Congresso, os quais foram questionados no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele também lembrou que as agências de classificação de risco elevaram a nota do Brasil nesse período.

Para Durigan, isso demonstra que o país está seguindo na direção correta em termos fiscais.

Medidas para melhorar a eficiência fiscal

O titular da Fazenda indicou que futuras medidas visam reduzir gastos obrigatórios e aumentar a eficiência dos programas sociais. “Nós vamos ter que diminuir o gasto obrigatório, melhorar a eficiência dos programas sociais e seguir recompondo receita dentro de uma discussão de justiça”, afirmou Durigan.

Ele exemplificou algumas propostas, como cortes lineares em benefícios tributários e otimização da máquina pública.

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Essas ações buscam abrir espaço para investimentos estratégicos e possibilitar uma redução nas taxas de juros. “Isso sem dúvida abre espaço de despesa discricionária que é investimento”, defendeu Durigan. Ele ainda mencionou a trajetória positiva já sinalizada nos resultados primários do país, ressaltando que isso não é apenas uma narrativa ou promessa de campanha, mas um fato documentado nas leis orçamentárias enviadas ao Congresso.

Por fim, Durigan reafirmou seu compromisso com um discurso responsável e comprometido: “Vamos seguir um discurso comprometido, em que a gente tenha compromisso institucional e democrático”. Ele chamou atenção para a necessidade de um ajuste fiscal equilibrado, evitando medidas severas contra os mais pobres enquanto busca abrir espaço para investimentos privados por meio da redução das taxas de juros.