Drones suicidas estão mudando o cenário dos conflitos modernos! Descubra como os EUA utilizam essa tecnologia inovadora em operações militares.
Recentemente, os “drones suicidas”, também conhecidos como drones de ataque “de uso único”, voltaram a ser tema de destaque na mídia. Com o avanço da tecnologia, esses dispositivos têm sido empregados em conflitos recentes, como os ataques dos Estados Unidos (EUA) ao Irã.
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De acordo com o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), os “drones suicidas” foram utilizados pela primeira vez em combate. O governo norte-americano utiliza o sistema Lucas, que significa Low-cost Unmanned Combat Attack System, um drone de ataque não tripulado e de baixo custo, projetado para missões sem retorno após o impacto.
Os drones LUCAS ganharam notoriedade após os ataques dos EUA ao Irã. Este modelo integra a Task Force Scorpion Strike, criada para acelerar a utilização de drones em operações militares. O comandante do CentCom, Almirante Brad Cooper, afirmou que essa força-tarefa visa usar a inovação como um fator de dissuasão.
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Os “drones suicidas” são dispositivos não tripulados projetados para cumprir uma única missão: transportar uma carga explosiva que detona ao atingir o alvo. Esses drones combinam características de aeronaves não tripuladas e projéteis guiados, funcionando como munição de ataque.
Uma categoria importante dentro desse grupo é a “munição vagante”, que permanece no ar por um tempo, observando a área até que o operador confirme o alvo. Esses drones são descartáveis e mais econômicos, permitindo um aumento no volume de ataques sem expor pilotos a riscos desnecessários.
O custo estimado dos drones de ataque único gira em torno de US$ 35 mil por unidade, com produção pela SpektreWorks. O Irã também fabrica uma versão semelhante, chamada Shahed-136. Informações sobre o funcionamento desses drones são limitadas, mas sabe-se que os LUCAS têm longo alcance e operam de forma autônoma.
Drones convencionais são reutilizáveis, realizando missões de reconhecimento ou ataque e retornando. Em contraste, os drones “kamikaze” são considerados munição, pois carregam explosivos e detonam ao atingir o alvo. Essa simplicidade torna os drones suicidas mais econômicos em termos de logística.
Além do recente uso pelos EUA e Irã, drones suicidas já se destacaram em outros conflitos, como na guerra da Ucrânia, onde a Rússia adotou amplamente esse tipo de dispositivo. Esses drones são valorizados por seu custo reduzido e capacidade de atingir alvos a longas distâncias.
No conflito em Nagorno-Karabakh, o Azerbaijão utilizou drones de combate e o modelo Harop, classificado como munição vagante. Aqui estão cinco exemplos de drones suicidas utilizados por diferentes países:
Atualmente, não existe uma legislação internacional específica para “drones suicidas”. O que prevalece é o Direito Internacional Humanitário (DIH), que estabelece regras para diferenciar alvos civis e militares e evitar ataques desproporcionais.
Organizações como o Comitê Internacional da Cruz Vermelha defendem que decisões de ataque devem ser cuidadosamente consideradas para minimizar riscos. O tema continua em debate na ONU e em fóruns internacionais, especialmente sobre o papel das máquinas na escolha e execução de ataques.
Enquanto não há consenso global, muitos países buscam limitar o uso desses drones por meio de sanções e restrições de exportação.
Autor(a):
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.