Dra. Carine Amaral alerta sobre riscos de substâncias permanentes na estética facial
Dra. Carine Amaral alerta sobre os perigos das substâncias permanentes na estética facial, após incidente com jornalista. Entenda os riscos e complicações!
Alerta sobre riscos de substâncias permanentes na estética facial
A Dra. Carine Amaral, cirurgiã-dentista especializada em Implantodontia e Harmonização Facial, além de biomédica esteta e empreendedora, sócia-fundadora da Espaço Facial, comentou sobre o incidente envolvendo uma jornalista do programa Mais Você, que quase perdeu o nariz.
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Em uma declaração exclusiva, a profissional destacou a importância de discutir os riscos associados ao uso de substâncias permanentes na face, especialmente em pacientes jovens e em áreas anatômicas complexas.
“Materiais definitivos, como o PMMA, podem causar complicações tardias e complexas, muitas vezes difíceis de serem tratadas clinicamente. Em alguns casos, os sintomas podem surgir anos após a aplicação, quando o paciente não relaciona os sinais ao procedimento anterior.
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Dependendo da profundidade e localização do produto, a remoção pode exigir cirurgia, apresentando riscos significativos e, ainda assim, não garantindo a retirada completa, uma vez que o material pode se integrar aos tecidos”, explicou a Dra. Carine.
Complicações e indicações do PMMA
A profissional também alertou que, uma vez aplicado, o PMMA pode provocar inflamações tardias, nódulos, infecções, reações granulomatosas e até rejeição. Em casos mais graves, pode ocorrer comprometimento da circulação local, levando a danos teciduais e necrose.
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Dra. Carine Amaral enfatizou que o PMMA deve ser utilizado apenas em indicações específicas na medicina e odontologia, especialmente em situações reconstrutivas, como traumas e deformidades. Ela ressaltou que a aplicação deve seguir critérios rigorosos de indicação, técnica, dosagem, análise anatômica e acompanhamento profissional. “Esse produto não é indicado para intervenções estéticas convencionais ou motivadas por impulsos momentâneos de mudança facial”, afirmou.
“Os pacientes precisam estar cientes do que será aplicado, da composição do produto, se é reversível, dos riscos envolvidos e da qualificação do profissional responsável. Desconfiar de promessas milagrosas e preços muito abaixo do mercado é essencial para a proteção do paciente”, concluiu.