DPU pede adiamento de julgamento de Eduardo e levanta polêmica sobre composição do STF

A DPU argumenta que a composição incompleta da Primeira Turma do STF pode gerar impasses no julgamento de Eduardo. Quais os desdobramentos dessa polêmica?

(Imagem de reprodução da internet).

DPU solicita adiamento de julgamento de ex-deputado federal

A Defensoria Pública da União (DPU) requereu o adiamento do julgamento do ex-deputado federal Eduardo (PL-SP) e a convocação de um ministro de outra turma para completar a composição do colegiado. A solicitação foi protocolada na última sexta-feira (12).

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A DPU assumiu a defesa do ex-parlamentar devido à sua ausência do país e à falta de advogado constituído nos autos.

Segundo a Defensoria, a Primeira Turma do STF está com composição incompleta desde a saída do ministro Luiz Fux, reduzindo o colegiado a quatro integrantes: Alexandre de Moraes, relator do caso, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia. O órgão acredita que essa situação pode gerar impasses no julgamento.

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Eduardo enfrenta uma ação penal por coação no curso do processo.

Conforme a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), o ex-deputado teria atuado, a partir dos Estados Unidos, para pressionar autoridades norte-americanas a adotarem sanções contra ministros do STF e medidas comerciais contra o Brasil.

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A acusação sustenta que a conduta visava interferir nas investigações relacionadas à tentativa de golpe de Estado, que resultou na condenação de Jair Bolsonaro (PL).

Argumentos da DPU

Na petição enviada ao relator, a Defensoria argumenta que existem dois cenários que podem impactar o julgamento. O primeiro diz respeito à possível declaração de impedimento de Moraes para participar do julgamento. A defesa alega que o ministro é um dos alvos das condutas atribuídas a Eduardo e, portanto, não poderia votar no caso.

Se esse entendimento for aceito, o julgamento ocorreria com apenas três ministros.

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A segunda hipótese considerada pela DPU é a permanência de Moraes no julgamento. Nesse caso, a Turma atuaria com quatro integrantes, o que poderia resultar em empate na votação. Para evitar essas situações, a Defensoria solicita a aplicação de um dispositivo do Regimento Interno do STF que permite a convocação de um ministro de outra turma quando há vaga não preenchida no colegiado.

Além da convocação de um quinto integrante, a DPU pede o adiamento da sessão marcada para 16 de junho.

Se Moraes rejeitar os pedidos de forma individual, a defesa solicita que a questão seja levada aos demais ministros da Primeira Turma antes do início do julgamento.