DPU defende Eduardo Bolsonaro no STF e afirma que não houve crime de coação
A defesa de Eduardo Bolsonaro no STF destaca que sua atuação foi apenas política, sem poder de coação
DPU defende Eduardo Bolsonaro em julgamento no STF
A Defensoria Pública da União (DPU) declarou nesta terça-feira (16) que Eduardo Bolsonaro (PL-SP) não cometeu crime de coação no curso do processo durante seu julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF). A DPU argumentou que o ex-deputado não tinha poder para impor as sanções aplicadas pelos Estados Unidos contra ministros da Corte e o Brasil.
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Em sua sustentação oral, o defensor público federal Esdras dos Santos Carvalho destacou que a atuação de Eduardo nos Estados Unidos se restringiu a uma articulação política e à manifestação de descontentamento em relação aos processos dos atos de 8 de janeiro.
Ele afirmou que a interlocução política, por si só, não configura uma grave ameaça.
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A defesa também apontou que a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) confunde atuação política com poder de coação. Segundo a DPU, a grave ameaça pressupõe que o mal prometido dependa da vontade e do poder de quem ameaça, o que, conforme o defensor, não se aplica ao caso.
Ele ainda ressaltou que atribuir a Eduardo a responsabilidade por decisões do governo norte-americano equivale a “confundir interlocução com poder de decisão”.
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A PGR acusa o ex-deputado de atuar junto a autoridades dos Estados Unidos para pressionar ministros do STF e tentar interferir nos processos relacionados à tentativa de golpe de Estado.