Donald Trump se prepara para um discurso impactante sobre o Estado da União em 24 de janeiro de 2026, em meio a desafios políticos e econômicos. Não perca!
O presidente dos EUA, Donald Trump, realizará o tradicional discurso sobre o Estado da União ao Congresso nesta terça-feira, 24 de janeiro de 2026. Este evento ocorre em um momento delicado para sua administração, com índices de aprovação em queda, preocupações crescentes em relação ao Irã e os cidadãos enfrentando desafios com o custo de vida, à medida que as eleições de meio de mandato se aproximam.
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O discurso, que será transmitido ao vivo em horário nobre, representa a segunda vez em 13 meses que Trump se dirige ao Congresso desde seu retorno à Casa Branca. Essa ocasião oferece ao presidente a chance de convencer os eleitores a manter os republicanos no poder.
Durante o discurso, a Casa Branca seguirá o protocolo do “sobrevivente designado”, uma prática estabelecida durante a Guerra Fria. O artigo II, seção III da Constituição americana determina que o presidente deve informar o Congresso sobre o “Estado da União” em intervalos regulares, mas não especifica a frequência ou a forma do pronunciamento.
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O primeiro presidente dos EUA, George Washington, optou por fazer o discurso de forma presencial e anualmente. Posteriormente, Thomas Jefferson passou a se comunicar por meio de uma carta ao legislativo. Desde o mandato de Franklin D. Roosevelt, em 1933, o discurso é realizado uma vez por ano, de forma presencial no Capitólio.
Esse momento é crucial para o presidente, que pode destacar conquistas de seu governo e apresentar sua agenda para o futuro, abrangendo questões de política interna, segurança e relações internacionais. O evento reúne membros do Congresso, o líder da Câmara, a vice-presidente, convidados especiais e os secretários que compõem o gabinete presidencial.
Esses secretários, equivalentes aos ministros no Brasil, fazem parte da linha sucessória presidencial e devem estar prontos para assumir a liderança do país em caso de morte ou incapacidade dos demais. Reunir todos esses integrantes em um único local representa um desafio de segurança e um risco à continuidade do governo.
Devido a preocupações com a segurança nacional, o protocolo do “sobrevivente designado” foi implementado. Anualmente, a Casa Branca anuncia qual membro da administração não comparecerá ao discurso. Geralmente, são escolhidos secretários de pastas menos influentes, como Urbanização ou Trabalho.
Esse secretário é levado a um local seguro até que o discurso termine. Em uma situação extrema que comprometa a vida de todos os presentes, a pessoa que ficou de fora assume a presidência, assegurando a continuidade do governo em tempos de crise.
Além de estar protegido, o “sobrevivente designado” recebe a “bola de futebol”, uma maleta que, ao contrário do que se vê na ficção, não contém um botão para lançar mísseis nucleares. Segundo o especialista em segurança nuclear, Stephen Schwartz, a mala contém apenas documentos e detalhes sobre opções pré-planejadas para um ataque nuclear em diferentes cenários.
A mala é frequentemente vista próxima ao presidente, sendo carregada por um oficial das Forças Armadas. O protocolo é aplicado não apenas durante o discurso do “Estado da União”, mas em qualquer evento onde toda a linha sucessória presidencial esteja reunida, refletindo a preocupação com a segurança nacional característica do governo.
Autor(a):
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.