Discurso do Estado da União de Donald Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apresentou o discurso do Estado da União, um evento anual onde o chefe de Estado americano expõe as prioridades do governo e destaca os avanços realizados. Com duração de 1 hora e 47 minutos, o discurso estabeleceu um novo recorde desde 1964, que Trump já havia alcançado no ano anterior.
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Durante sua fala, Trump abordou temas como a tensão com o Irã, a situação na Venezuela após a captura de Nicolás Maduro e as tarifas impostas a outros países. A seguir, destacamos cinco pontos principais do discurso.
Programa nuclear do Irã
Um dos tópicos centrais foi a situação com o Irã, com quem os Estados Unidos enfrentam uma crise há meses, incluindo ameaças de novos ataques. Trump acusou o Irã de ser o “patrocinador número um de terrorismo” e afirmou que o país já desenvolveu mísseis capazes de ameaçar a Europa e as bases americanas no exterior.
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“Estamos em negociações, eles querem fechar um acordo, mas ainda não ouvimos aquelas palavras secretas: ‘nunca teremos uma arma nuclear’”, disse Trump, que também mencionou os recentes protestos contra o governo iraniano.
Venezuela como “amiga e parceira”
No início do discurso, Trump se referiu à Venezuela como uma “amiga e parceira”, mencionando que o país enviou mais de 80 milhões de barris de petróleo aos Estados Unidos. Ele destacou a operação das Forças Armadas americanas que resultou na captura de Nicolás Maduro, e a presidente interina Delcy Rodríguez tem adotado um tom de aproximação com o governo americano desde então.
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Derrubada do tarifaço
Trump também comentou sobre a decisão da Suprema Corte dos EUA em relação às tarifas que ele havia imposto. A fala ocorreu na presença de três juízes que votaram contra essas tarifas. O presidente da Suprema Corte, John Roberts, e os juízes Elena Kagan, Brett Kavanaugh e Amy Coney Barrett estavam presentes na Câmara dos Representantes.
Voto por correio
Em outro momento, Trump pediu aos presentes no Capitólio que levantassem as mãos se concordassem que o governo deve priorizar os cidadãos americanos em vez de “imigrantes irregulares”. Ele foi aplaudido, mas nenhum membro do Partido Democrata se manifestou.
O presidente também solicitou a aprovação de uma lei que exija identificação para os eleitores.
“Chega de votos por correspondência fraudulentos, exceto em casos de doença, invalidez, serviço militar ou viagens”, afirmou Trump, lembrando que perdeu a eleição de 2020 para Joe Biden em um contexto onde muitos eleitores votaram pelo correio devido à pandemia.
Legislação sobre imigrantes irregulares
Trump pediu ao Congresso que aprovasse uma legislação que proíba os estados de proteger imigrantes irregulares. Ele anunciou que a lei seria batizada em homenagem a Delilah Coleman, uma jovem que sobreviveu a um acidente de caminhão, mas sofreu danos cerebrais permanentes.
Delilah e sua família estavam presentes no Capitólio durante o discurso.
