Donald Trump provoca polêmica ao afirmar que “adora” a inflação nos EUA; entenda a reação

As declarações de Donald Trump sobre sua “admiração” pela inflação geram reações intensas. O que isso significa para o futuro político dos republicanos?

(Imagem de reprodução da internet).

Trump Comenta Sobre a Inflação nos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou a jornalistas nesta quarta-feira (10) que “adora” a inflação, após o índice registrar um aumento de 4,2% nos 12 meses encerrados em maio. Ele reafirmou sua crença de que os preços irão diminuir assim que o conflito com o Irã chegar ao fim.

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Dados divulgados pelo governo americano nesta quarta-feira mostram que a inflação em maio teve a maior alta em três anos.

Questionado por repórteres na Casa Branca sobre se essa situação poderia afetar o Partido Republicano nas eleições de meio de mandato, Trump respondeu: “Eu adoro a inflação”. O presidente detalhou como implementou um plano para enviar petroleiros pelo Estreito de Ormuz de forma secreta, devido a preocupações com os custos crescentes e a inflação. “Para mim, valeu a pena”, afirmou Trump, considerando a operação um sucesso.

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“Quando tudo acabar, vocês verão o petróleo cair para o nível em que estava antes”, previu Trump sobre a guerra em larga escala no Oriente Médio. Ele destacou que o fechamento da importante rota marítima pelo Irã elevou os preços da gasolina, dos fertilizantes e de outros produtos, contribuindo para a inflação.

Os preços altos podem também dificultar o Federal Reserve na redução das taxas de juros, uma medida que Trump tem solicitado desde que reassumiu o poder no ano passado.

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Os republicanos buscam manter o controle da Câmara dos Deputados e do Senado dos EUA, mas temem que uma reação negativa dos consumidores possa resultar na perda da maioria no Congresso para os democratas. O custo de vida continua sendo uma das principais preocupações dos eleitores.

Trump venceu a eleição presidencial de 2024 em grande parte devido à sua promessa de reduzir a inflação, mas desde então sua popularidade, especialmente em relação à gestão do custo de vida, tem diminuído.

Mesmo que um acordo entre os EUA e o Irã ocorra em breve, a expectativa é que leve meses para que os suprimentos comecem a fluir novamente, com interrupções previstas até 2026. Embora os americanos possam estar mais protegidos contra choques nos preços dos combustíveis em comparação a outras nações, os altos preços da energia podem, ao longo do tempo, impactar os gastos dos consumidores.

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No mês passado, Trump mencionou as dificuldades financeiras enfrentadas pelos americanos enquanto pressionava por um acordo, mesmo ameaçando novos ataques ao Irã.