Donald Trump planeja intensificar fiscalização migratória em locais de trabalho nos EUA

A nova estratégia de fiscalização migratória visa aumentar prisões e acalmar a base eleitoral.

Agente do ICE (Serviço de Imigração, Alfândega e Proteção de Fronteiras) em Minnesota, Estados Unidos

O governo de Donald Trump planeja intensificar as operações de fiscalização migratória em locais de trabalho. A estratégia envolve múltiplas agências federais e busca aumentar o número de prisões, ao mesmo tempo em que visa acalmar a base eleitoral do presidente.

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Segundo cinco fontes familiarizadas com as discussões, investigações criminais já estão em andamento e novas medidas devem surgir dessas apurações.

Um porta – voz do Departamento de Segurança Interna confirmou um “aumento das investigações criminais voltadas a fraudes”. Esse movimento ocorre enquanto o governo tenta equilibrar um número histórico de deportações sem prejudicar setores importantes da economia, como a indústria manufatureira, a construção civil e a agricultura.

Desenvolvimento das operações

A gestão interna do Departamento de Segurança Interna tem gerado mensagens contraditórias sobre a realização de operações em locais de trabalho. No ano passado, uma ação em uma fábrica da Hyundai na Geórgia provocou um embate diplomático entre os Estados Unidos e a Coreia do Sul.

Setores mais rigorosos quanto à imigração defendem que a fiscalização nos locais de trabalho é fundamental para o sucesso da agenda migratória do presidente.

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Caberá ao governo enfrentar um desafio: intensificar as ações relacionadas ao emprego. Um funcionário anônimo comentou à CNN que “a fiscalização em locais de trabalho não está acontecendo, e sem isso os números não vão atingir os níveis necessários”.

Funcionários de várias agências federais, incluindo o Departamento de Justiça e o Departamento de Segurança Interna, estão discutindo estratégias para implementar essa fiscalização.

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Uma parte inicial do plano inclui educar empregadores sobre suas responsabilidades na contratação e realizar prisões nas empresas que estiverem envolvidas em atividades criminosas. Um funcionário da Casa Branca ressaltou que “isso não é uma política nova”, afirmando que investigações sobre violações têm ocorrido desde o início da administração.

Intensificação das detenções

As investigações da Segurança Interna geralmente começam com notificações para auditar documentação migratória das empresas. Se surgirem problemas, podem resultar em investigações criminais. Um ex – funcionário do DHS destacou que essas operações são complexas: “são difíceis porque são montanhas de papelada e exigem muita análise”.

Aliados do presidente pressionam há tempo por uma fiscalização mais rigorosa nos locais de trabalho, considerando essa abordagem essencial para deportar imigrantes sem documentos. Mark Krikorian, diretor do Center for Immigration Studies, afirmou que “o governo vai enfrentar um teste” com essa nova iniciativa.

Recentemente, o ICE aumentou suas detenções, levando cerca de 2 mil pessoas por dia sob custódia. O secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin, comunicou que a média diária atual ultrapassa 3.200 indivíduos. Esta intensificação ocorre mesmo após Trump ter variado sua posição sobre o endurecimento das medidas contra trabalhadores migrantes no passado.

Implicações futuras das ações

Ainda não está claro qual será o impacto real dessa nova iniciativa nas relações com os empregadores. Krikorian alertou: “Isso vai incomodar algumas pessoas”, referindo – se aos empresários. Ele destacou que não é possível promover uma deportação em massa ou incentivar uma autodeportação significativa sem efetivar essas fiscalizações nos locais de trabalho.

A situação continua sendo monitorada enquanto o governo ajusta sua abordagem na execução das políticas migratórias.