Donald Trump alerta Irã sobre consequências severas caso bloqueie Estreito de Ormuz em novembro

Donald Trump advertiu o Irã sobre graves consequências se bloquear o Estreito de Ormuz, intensificando as tensões nas negociações sobre questões nucleares

Vice-presidente dos EUA, JD Vance, e o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, na Cúpula do Lago de Lucerna, no resort Buergenstock, em Obbuergen, perto de Lucerna, na Suíça, no domingo, 21 de junho de 2026 URS FLUEELER/Pool via REUTERS

Antes do início das negociações que ocorreriam oficialmente no domingo, 21 de novembro de 2026, a Fox News noticiou declarações do ex-presidente Donald Trump, que teria alertado as autoridades iranianas sobre possíveis consequências severas caso tentassem bloquear novamente o Estreito de Ormuz.

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Trump reiterou uma ameaça anterior, mencionando que os Estados Unidos poderiam assumir o controle da via navegável e, possivelmente, instituir um pedágio. As informações sobre as discussões na Suíça foram apresentadas de maneira divergente por fontes americanas e iranianas.

Desentendimentos nas Negociações

A agência de notícias semioficial iraniana Tasnim reportou que, após as ameaças de Trump se tornarem públicas, a delegação iraniana se retirou da sala onde as conversas estavam sendo conduzidas. No entanto, mensagens continuaram a ser trocadas através de mediadores.

Segundo uma fonte citada pela Tasnim, o Irã condicionou o avanço nas negociações sobre questões nucleares ao cumprimento de cláusulas do Memorando de Entendimento (MOU), incluindo a liberação de ativos congelados e isenções para exportações de petróleo iraniano.

Um diplomata dos EUA envolvido nas tratativas comentou à Reuters que os representantes iranianos não abandonaram as negociações, afirmando que continuaram reunidos até altas horas da noite discutindo temas variados como Líbano, questões nucleares e detalhes da implementação do MOU.

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O acordo em discussão visa a reabertura do Estreito de Ormuz e o fim das hostilidades na região, especialmente no Líbano, onde Israel tem realizado ataques enquanto o Hezbollah responde atacando alvos israelenses.

Tensão no Líbano e Impacto Regional

O Irã indicou que os Estados Unidos não cumpriram compromissos relacionados ao término das hostilidades no Líbano. Durante o fim de semana, o país anunciou que havia interrompido o tráfego marítimo pelo estreito e destacou que as negociações daquele domingo não abordariam questões substanciais como seu programa nuclear.

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Apesar do anúncio de um novo cessar-fogo na sexta-feira (19), os combates no Líbano continuaram sem sinais claros de redução.

No domingo (21), apenas cinco embarcações passaram pelo Estreito de Ormuz, uma queda significativa em relação aos 26 navios registrados no dia anterior, conforme dados da empresa Kpler. Embora houvesse uma aparente tranquilidade no Líbano durante aquele dia, com ausência de relatos significativos de violência ao cair da noite, a situação continua tensa.

O presidente israelense Isaac Herzog declarou nesta segunda-feira (22) que Israel não é contra uma solução diplomática para a guerra com o Irã; porém, enfatizou que qualquer acordo deve assegurar que Teerã não utilize recursos obtidos para fins militares ou para apoiar grupos aliados na região.

A repercussão das negociações e das tensões no Oriente Médio continua a gerar preocupação entre líderes internacionais e analistas políticos, que observam atentamente os desdobramentos dessa complexa situação geopolítica.