Assentamento Dom Tomás Balduíno: 200 famílias conquistam posse em Formosa! Após anos de resistência, a comunidade celebra a imissão definitiva de seu território em 2026. Uma vitória histórica na luta por justiça agrária!
A chegada de Maria Moreira e mais de 200 famílias ao acampamento Dom Tomás Balduíno foi, em grande parte, fruto da busca por um lugar para viver, produzir e estabelecer raízes. Após dez anos de luta e resistência, em 2026, essa comunidade, que se consolidou em Formosa, Goiás, celebra um marco histórico: a imissão definitiva de posse de seu território.
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Essa conquista representa um passo crucial para a desapropriação, a escolha das famílias e a formação do assentamento que tanto sonhavam.
A decisão da Justiça Federal, tomada no final de 2025, foi fundamental para a consolidação da posse do território pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Essa medida garante a segurança jurídica da posse e abre caminho para o processo de desapropriação, que visa garantir o direito à terra para as famílias que habitam e cultivam o local há décadas.
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O reconhecimento da terra como propriedade social é um avanço significativo na luta por justiça agrária e na garantia de direitos fundamentais.
O assentamento Dom Tomás Balduíno se destaca pela organização coletiva e pela produção agroecológica. As famílias trabalham em conjunto, compartilhando conhecimentos e recursos para garantir a sustentabilidade da produção. O modelo de produção se baseia em práticas agrícolas que respeitam o meio ambiente e promovem a segurança alimentar, com foco na diversificação de culturas e na utilização de técnicas de manejo sustentável.
A produção agroecológica abastece o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), levando alimentos frescos e saudáveis para as escolas do município de Formosa.
A luta das famílias do Dom Tomás Balduíno vai além da disputa pela terra. É uma luta contra o capitalismo, contra o poder dos fazendeiros e contra o preconceito. A expansão da soja no Cerrado, com a aplicação de agrotóxicos, representa uma ameaça à saúde das pessoas e ao meio ambiente.
A produção agroecológica do Dom Tomás é uma forma de resistência a essa lógica de produção, que prioriza o lucro em detrimento da sustentabilidade e da justiça social. A organização coletiva das famílias é fundamental para enfrentar os desafios impostos pelo modelo agroindustrial.
As mulheres desempenham um papel central na organização e na produção do assentamento Dom Tomás Balduíno. Elas são as principais responsáveis pelo plantio, cuidado das lavouras, organização das feiras e gestão das casas. A liderança feminina é um exemplo de força, resiliência e compromisso com a construção de um futuro mais justo e sustentável.
A experiência do Dom Tomás Balduíno demonstra a importância de valorizar o conhecimento e a participação das mulheres na luta pela terra e pela justiça social.
A história do assentamento Dom Tomás Balduíno é um legado de resistência e esperança. A luta das famílias por um lugar para viver e produzir, por justiça social e por um futuro mais sustentável, inspira e fortalece a luta por direitos na região Centro-Oeste do Brasil.
O Dom Tomás Balduíno é um exemplo de como a organização coletiva, a produção agroecológica e a luta pela terra podem transformar a vida das pessoas e construir um futuro mais justo e igualitário.
Autor(a):
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.