Dolly Parton morre aos 80 anos em Nashville; legado na música country é celebrado
Dolly Parton deixa um legado duradouro na música country e na filantropia, sendo lembrada como uma das artistas mais influentes da América.
Dolly Parton morreu nesta terça – feira (25), em sua residência em Nashville, aos 80 anos. A informação foi confirmada pela família em um comunicado atribuído ao sobrinho Bryan Seaver. Uma cerimônia privada está programada para os familiares mais próximos.
Com uma carreira que se estendeu por mais de cinquenta anos, Parton deixou um legado indiscutível na música americana, tendo escrito mais de 3.000 canções. Entre seus sucessos estão “Coat of Many Colors”, que homenageia sua mãe, e “Jolene”, uma poderosa narrativa sobre amor e desilusão.
Sua música “9 to 5”, tema do filme homônimo, se tornou um hino para trabalhadores e mulheres nos Estados Unidos.
Um ícone da música country
Parton lançou 49 álbuns e conquistou 11 prêmios Grammy, tornando – se uma das poucas artistas a transitar com sucesso entre os gêneros country e pop. Ela emplacou hits marcantes como “Islands in the Stream”, um dueto com Kenny Rogers. Ao longo de sua vida, Parton também se destacou por suas iniciativas filantrópicas, fundando programas de incentivo à leitura que já doaram mais de 300 milhões de livros para crianças no mundo todo.
A balada “I Will Always Love You” é um exemplo claro de seu talento como compositora. A música foi inicialmente escrita como um apelo ao seu parceiro de palco Porter Wagoner, quando decidiu seguir carreira solo. Em uma entrevista, ela recordou: “Fui para casa, escrevi a música e levei para ele na manhã seguinte.
Eu cantei, e ele chorou.” Esse momento marcou o início de sua notável trajetória solo.
Uma infância humilde
Nascida em 19 de janeiro de 1946 em uma cabana simples no Tennessee, Parton era a quarta de 12 filhos. Ela frequentemente falava da pobreza extrema que enfrentou na infância e da influência musical que recebeu da família. Desde jovem, demonstrou talento ao compor músicas e tocar violão, presenteado por um tio aos sete anos.
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Em busca do sonho musical, Parton mudou – se para Nashville logo após o ensino médio. No primeiro dia na cidade, conheceu Carl Thomas Dean, com quem se casou no ano seguinte. Sua carreira deslanchou após conseguir participações regulares no “The Porter Wagoner Show”, onde se tornou uma figura nacionalmente reconhecida.
Transição para o cinema
Além da música, Parton também fez sucesso nas telonas. Ela estreou no cinema em “Como Eliminar Seu Chefe” (1980), ao lado de Jane Fonda e Lily Tomlin. Sua canção “9 to 5” rapidamente se tornou parte da trilha sonora do movimento feminista da época.
Mais tarde, participou de filmes como “Flores de Aço” (1989), onde interpretou Truvy, uma proprietária de salão que conquistou corações com seu otimismo contagiante.
Parton também trouxe sua sensibilidade às telas através da canção “Travelin’ Thru” (2005), do filme “Transamérica”, refletindo seu compromisso com a inclusão e aceitação.
Legado filantrópico
A trajetória de Parton não se limitou à música e ao cinema; ela também deixou um impacto significativo através de suas iniciativas filantrópicas. Em 1986, adquiriu um parque temático em Pigeon Forge, renomeando – o como Dollywood. O parque se tornou um dos maiores empregadores do condado de Sevier e atrai visitantes do mundo todo.
Através da Dollywood Foundation, ela implementou programas voltados para a educação e alfabetização infantil. Durante a pandemia de Covid-19, contribuiu com US 1 milhão para pesquisa sobre a vacina contra o coronavírus na Universidade Vanderbilt.
Vida pessoal discreta
No âmbito pessoal, Dolly sempre manteve sua vida privada resguardada. Seu marido Carl Dean viveu longe dos holofotes durante grande parte do casamento deles. Em entrevistas recentes, Parton comentou sobre a força do relacionamento: “Funciona porque fazemos coisas diferentes e é empolgante quando estamos juntos.”
Dolly Parton deixa um legado inigualável tanto na música quanto na sociedade americana, sendo lembrada não apenas por suas canções atemporais mas também pelo impacto positivo que teve na vida de milhões através da filantropia.