O dólar comercial encerrou o pregão nesta quarta-feira, 7.abr.2026, cotado a R$ 5,155. Esse valor representou uma alta de 0,16% para a moeda americana.
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Em paralelo, o Ibovespa, principal indicador da Bolsa de Valores de São Paulo, conseguiu avançar no final da sessão, fechando com um ganho de 0,05%, atingindo os 188.258,91 pontos.
A principal fonte de apreensão nos mercados financeiros foi o crescente conflito no Oriente Médio. A situação foi agravada por declarações do presidente dos Estados Unidos, do Partido Republicano, direcionadas ao Irã.
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O líder americano ameaçou atacar instalações energéticas do país persa caso o estreito de Ormuz, rota crucial para 20% do petróleo mundial, não fosse aberto até as 21h, horário de Brasília.
Com a persistência dos ataques e a falta de clareza sobre o fim do conflito, a incerteza aumentou significativamente. Nesse cenário de risco, os investidores buscaram refúgio e segurança no dólar americano.
Os indicadores internacionais refletiram essa tensão. O DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de seis moedas desenvolvidas, subia 0,39% às 17h20.
Enquanto o preço do petróleo Brent caía 2,43%, registrando US$ 107,10 no pós-mercado — após ter ultrapassado os US$ 110 durante o dia —, o mercado passou por um momento de alívio.
A melhora no sentimento geral dos mercados ocorreu após o Paquistão apresentar uma proposta de acordo de cessar-fogo, acalmando um pouco os ânimos globais.
Os índices dos Estados Unidos apresentaram resultados mistos ao final do dia. O Dow Jones registrou queda de 0,18%, fechando em 46.584,33 pontos.
Por outro lado, o S&P 500 avançou 0,09%, para 6.617,74 pontos, e o Nasdaq também subiu 0,10%, fechando em 22.017,85 pontos.
A sessão de negociação demonstrou a sensibilidade dos ativos financeiros a eventos geopolíticos. A busca por segurança no dólar foi evidente, apesar de sinais de recuperação em índices importantes após um acordo de cessar-fogo.
Autor(a):
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.
