Dólar cai a R$ 5,21 e Bolsa sobe 1,12% após sinal fiscal de novo governo

Investidores reagem ao discurso do presidente eleito e aguardam definição da equipe econômica para calibrar apostas.

Setor cafeeiro dos EUA e do Brasil estão juntos nas negociações.

O dólar fechou em queda nesta segunda-feira (2), com investidores repercutindo o novo cenário político após as eleições. A moeda americana recuou 0,45%, cotada a R$ 5,2123 na venda. Já a Bolsa de Valores de São Paulo (B3) subiu 1,12%, aos 128.456 pontos, refletindo o otimismo do mercado com o resultado das urnas.

O movimento dos ativos brasileiros ocorre em meio à expectativa pela transição de governo. O mercado avalia os primeiros sinais da equipe econômica que assumirá em janeiro de 2026. ## O que pesou no câmbio e na bolsa O dólar comercial fechou em queda de 1,08%, cotado a R$ 5,42. É o menor patamar desde setembro do ano passado.

A moeda americana chegou a oscilar durante o dia, mas o alívio veio com a sinalização de que o novo governo deve manter a âncora fiscal. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subiu 1,5%, aos 128.450 pontos. Foi o terceiro pregão seguido de alta.

Papéis de estatais e de empresas ligadas a commodities puxaram o ganho. O mercado reagiu ao discurso do presidente eleito, que reforçou o compromisso com a responsabilidade fiscal. Em pronunciamento na noite anterior, ele afirmou que a equipe econômica terá autonomia e que não haverá interferência política nas decisões do Banco Central. ## O que muda para o investidor Para analistas ouvidos pelo mercado, a sinalização foi lida como um aceno positivo para a área econômica.

A expectativa é que a nova gestão mantenha o arcabouço fiscal em vigor e preserve a meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional. A Bolsa reagiu em alta, e o dólar caiu ante o real. Investidores passaram a precificar um risco menor de descontrole nas contas públicas.

No entanto, o mercado segue atento aos próximos anúncios. A indicação do comando do Banco Central e a definição da equipe econômica são os próximos passos aguardados pelos investidores para calibrar as apostas. ## O que dizem os analistas Profissionais do mercado financeiro ouvidos pela imprensa avaliaram que o tom do discurso foi mais moderado do que o esperado.

Para eles, a sinalização de compromisso com a responsabilidade fiscal ajudou a acalmar os ânimos. Ainda assim, há cautela. Segundo esses analistas, a trajetória da dívida pública e o tamanho do ajuste nas contas serão os pontos de atenção nos próximos meses. ## Reação dos mercados Os mercados reagiram bem ao anúncio.

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O dólar fechou em queda e a Bolsa subiu, com investidores lendo a fala como um aceno à disciplina fiscal. A expectativa agora é pela divulgação de medidas concretas, que devem sair nas próximas semanas. O governo prometeu detalhar o pacote de corte de gastos após a aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). ## Próximos passos A equipe econômica ainda precisa apresentar os números finais do ajuste.

A previsão é que os detalhes sejam anunciados em etapas, começando por medidas que não dependem de aprovação do Congresso. As demais propostas, que exigem mudanças em leis, serão enviadas ao Legislativo em seguida. Até lá, o mercado monitora os próximos anúncios do governo para calibrar as expectativas sobre o ritmo do ajuste fiscal.