Dívida pública dos EUA atinge US 40 trilhões e pressiona juros globais, alerta analista

A crescente dívida pública dos EUA gera preocupações sobre a sustentabilidade fiscal e pressiona as taxas de juros globais, afetando mercados internacionais.

20/08/2026 22:01

3 min

lém da China e dos EUA, Índia, Rússia e Suécia também aumentaram sua dívida, enquanto outros países europeus e o Japão registraram um declínio notável, segundo o relatório
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A dívida pública dos Estados Unidos alcançou a impressionante cifra de US 40 trilhões, conforme anunciou o Departamento do Tesouro. Esse recorde levanta novas preocupações sobre uma possível crise fiscal, especialmente em um cenário onde os gastos estão crescendo rapidamente, superando as receitas obtidas por meio de cortes de impostos.

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Durante o programa CNN Prime Time na última quinta – feira (20), a analista de Economia Lucinda Pinto comentou que, historicamente, essa situação não era vista como problemática. “Os treasuries [títulos públicos do Tesouro norte – americano] são considerados os ativos mais seguros do mundo, e o dólar é a moeda de reserva global.

Além disso, há uma grande liquidez no mercado americano”, explicou Lucinda.

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Preocupações com a emissão de títulos

No entanto, há uma crescente inquietação entre investidores em relação à forte emissão desses títulos para financiar a dívida. Isso resultou em um aumento nas taxas de juros exigidas nas ofertas do Tesouro. “Recentemente, vimos o juro de 30 anos nos Estados Unidos ultrapassar a marca de 5%”, destacou a analista.

Lucinda também sublinhou que as taxas dos Treasuries servem como referência global, sendo denominadas “risco zero”, que é a base para calcular os spreads cobrados por outros países. Ao comparar com o Brasil, ela apontou que, embora a dívida brasileira represente pouco mais de 80% do PIB em contraste com os 129% dos Estados Unidos, o custo da dívida é significativamente diferente: “Lá, a taxa é de 3,5% a 3,75%, enquanto aqui é de 14%”, afirmou.

Fatores que levaram ao aumento da dívida

A correspondente da CNN em Washington, Mariana Janjácomo, elencou diversos fatores que contribuíram para que os Estados Unidos atingissem esse nível alarmante de endividamento. “Houve uma queda na arrecadação e um aumento nos gastos, especialmente devido à guerra contra o Irã, além dos cortes de impostos para os mais ricos e décadas desse histórico”, explicou Mariana.

Desde o primeiro mandato de Donald Trump — quando a dívida girava em torno de US 20 trilhões — até o governo atual de Joe Biden, o endividamento público dos EUA dobrou. Neste ano fiscal, o país terá que tomar emprestados cerca de US 2 trilhões somente para cumprir suas obrigações financeiras.

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A correspondente também mencionou declarações do secretário do Tesouro dos EUA sobre tarifas como um fator relevante no atual cenário econômico. Segundo Bessent, uma decisão da Suprema Corte no ano passado revogou tarifas pela lei de emergência econômica.

Isso resultou na perda de arrecadação e obrigou os Estados Unidos a reembolsar negócios afetados. Ele acredita que o país deverá voltar a arrecadar através das taxas de importação.

Autor(a):

Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.

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