Dívida do governo atinge níveis alarmantes! Relatório do Banco Central aponta para 78,8% do PIB em janeiro de 2026. Crise fiscal? Saiba mais!
O Banco Central divulgou nesta sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026, um relatório detalhado sobre as estatísticas fiscais do país, revelando que a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) atingiu 78,8% do Produto Interno Bruto (PIB) em janeiro. O documento, disponível em formato PDF (397 kB), apresenta um panorama da situação financeira do governo, com dados relevantes para a análise da economia brasileira.
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A relação dívida-PIB aumentou 0,1 ponto percentual em janeiro em comparação com dezembro, um aumento de 7,1 pontos percentuais, conforme dados do governo do Partido dos Trabalhadores (PT). A dívida total do país alcançou R$ 10,1 trilhões. Fatores como o aumento dos juros nominais, que subiram 0,8 ponto percentual em janeiro, contribuíram para esse crescimento, superando quedas em outras áreas, como resgates líquidos da dívida e a variação do PIB nominal.
Em janeiro, o setor público consolidado, que engloba União, estados, municípios e empresas estatais, gastou R$ 63,6 bilhões com juros da dívida. Esse valor representa um aumento significativo em relação ao mesmo período de 2025, quando o gasto foi de R$ 40,4 bilhões.
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O acumulado de 12 meses também apresentou um valor recorde, atingindo R$ 1,031 trilhão, o maior da série histórica iniciada em 2002.
O Brasil destinou 8,05% do PIB para juros da dívida em 12 meses. Em comparação com janeiro de 2025, o gasto anualizado com juros da dívida havia sido de 7,69% do PIB, ou R$ 910,9 bilhões. O resultado nominal, que inclui o resultado primário e os gastos com juros, apresentou um superávit de R$ 40,1 bilhões em janeiro.
No entanto, no acumulado de 12 meses, o saldo negativo somou R$ 1,086 trilhão, representando 8,49% do PIB, um aumento em relação aos R$ 1,063 trilhão (8,34% do PIB) registrados em dezembro de 2025.
O Banco Central monitora mensalmente o indicador de necessidade de financiamento do setor público consolidado, que reflete a diferença entre gastos e arrecadação. Um saldo negativo indica que o governo precisa captar recursos para cobrir o déficit.
O resultado primário, que exclui os juros da dívida, mostra se o governo gastou mais ou menos do que arrecadou. Um superávit primário indica que a arrecadação foi suficiente para cobrir as despesas, enquanto um déficit primário indica a necessidade de endividamento.
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Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.