Eleições antecipadas na Dinamarca chocam mundo! Mette Frederiksen convoca eleições para 24/03, sob pressão de Trump e disputa pela Groenlândia. EUA querem território! 🇩🇰🇺🇸 #Dinamarca #Eleições #Groenlândia
Em uma jogada política surpreendente, a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen (Partido Social Democrata), anunciou nesta quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026, a convocação de eleições gerais para 24 de março. A decisão, tomada em meio a tensões diplomáticas com o governo dos Estados Unidos, visa fortalecer a autonomia do país e consolidar sua posição dentro da OTAN e da União Europeia.
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O país, que conta com 179 assentos no Parlamento, busca definir seu futuro político em um cenário global em constante mudança.
A principal motivação por trás da antecipação das eleições reside nas divergências com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em relação à Groenlândia, um território autônomo dinamarquês. Trump tem demonstrado interesse em adquirir a região, gerando preocupações em Copenhague. “Esta será uma eleição decisiva, porque será nos próximos quatro anos que nós, como dinamarqueses e como europeus, realmente teremos que nos sustentar sozinhos”, afirmou Frederiksen durante um discurso no Parlamento, conforme reportado pela Reuters.
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A líder enfatizou a necessidade de reavaliar o relacionamento com os EUA e de investir em defesa para garantir a segurança do continente.
Frederiksen busca capitalizar o momento político favorável, aproveitando a resistência à pressão americana sobre a Groenlândia. A estratégia da primeira-ministra visa demonstrar a determinação da Dinamarca em manter sua soberania e fortalecer sua posição na arena internacional.
A questão do rearmamento surge como um ponto central na campanha, com a liderança do país defendendo o investimento em defesa como medida preventiva para garantir a paz e a estabilidade na Europa.
A decisão de convocar eleições antecipadas também se conecta com a proposta do presidente Trump de implementar o “Domo de Ouro”, um escudo antimísseis de múltiplas camadas para proteger os Estados Unidos. O projeto, estimado em US$ 175 bilhões, envolve a instalação de sistemas de defesa avançados em diversos países, incluindo a Groenlândia.
No entanto, autoridades dinamarquesas rejeitam a ideia, considerando-a uma interferência indevida nos assuntos internos do país e uma ameaça à sua autonomia. A Dinamarca continua a defender sua posição e a buscar fortalecer sua própria capacidade de defesa, independentemente das iniciativas americanas.
Autor(a):
Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.