Dina Sfat: a trajetória da atriz que desafiou a doença e deixou um legado eterno
Dina Sfat enfrentou a doença com coragem e continuou a brilhar nas artes cênicas. Descubra como sua trajetória impactou o teatro, cinema e televisão brasileiros
A trajetória de Dina Sfat
Dina Sfat faleceu no dia 20 de março de 1989, aos 50 anos, no Rio de Janeiro, em decorrência de um câncer de mama. Diagnosticada em 1986, a atriz continuou a trabalhar mesmo com a progressão da doença. Seu sepultamento ocorreu no Cemitério Israelita do Caju, no Rio de Janeiro.
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O último papel de Dina foi na novela “Bebê a Bordo” (1988), escrita por Carlos Lombardi, onde interpretou a personagem Laura. O desfecho da trama foi exibido em fevereiro de 1989, e a atriz faleceu menos de um mês depois.
Carreira de Dina Sfat
Com um olhar marcante e uma intensa capacidade interpretativa, Dina Sfat (1938–1989) se destacou como uma das figuras mais respeitadas das artes cênicas brasileiras, deixando um legado duradouro no teatro, cinema e televisão. Nascida em São Paulo como Dina Kutner, ela adotou o sobrenome artístico Sfat na década de 1960.
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Sua carreira ganhou destaque no histórico Teatro de Arena, sob a direção de renomados como Antonio Abujamra e Augusto Boal.
No palco, Dina se destacou pela firmeza em seus papéis, conquistando reconhecimento em montagens memoráveis, como “Arena Conta Zumbi” (1965). No cinema, participou de obras fundamentais do audiovisual brasileiro, sendo consagrada ao interpretar a guerrilheira Ci no clássico “Macunaíma” (1969), dirigido por Joaquim Pedro de Andrade.
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Durante as décadas de 1970 e 1980, atuou em longas importantes como “Os Deuses e os Mortos”, “Das Tripas Coração” e “O Judeu”, este último lançado após sua morte.
Sucesso na televisão
Na teledramaturgia, Dina se tornou uma das principais estrelas da TV Globo, interpretando personagens com grande carga dramática e complexidade psicológica. Entre seus trabalhos mais memoráveis na televisão, destacam-se:
- Selva de Pedra (1972): Onde viveu a sofisticada e ambiciosa Fernanda.
- Gabriela (1975) e Saramandaia (1976): Produções nas quais interpretou, respectivamente, as inesquecíveis Zarolha e Risoleta.
- O Astro (1977): No papel da forte e determinada Amanda Mello Assunção.
- Bebê a Bordo (1988): Sua última novela, onde deu vida à personagem Laura, encerrando sua trajetória na TV com maestria.