A ministra da Secretaria de Relações Institucionais do PT, Gleisi, compartilhou um vídeo com o discurso da ex-presidente Dilma Rousseff, em seu perfil no Instagram. O material aborda a experiência da ex-presidente como vítima da ditadura militar brasileira, defendendo a preservação da memória desse período.
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No vídeo, Dilma Rousseff declara: “Não há possibilidade de diálogo com métodos de tortura como pau de arara, choque elétrico e morte”. A ex-presidente enfatiza a necessidade de lembrar dos acontecimentos daquele período, considerando-o uma dívida com aqueles que perderam a vida e desapareceram durante o regime autoritário.
Dilma Rousseff detalha as consequências da ditadura, mencionando casos de filhos sem pais, pais sem túmulos e túmulos sem corpos. A ex-presidente relata sua própria experiência de prisão e tortura em estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, destacando a condenação a seis anos e um mês de prisão e o posterior cassamento de seus direitos políticos por dez anos.
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Rousseff ressalta que a democracia sólida presente no país permite superar as dores e cicatrizes deixadas pela ditadura. Ela acredita que a “palavra verdade” é um instrumento poderoso contra o ressentimento, o ódio e o esquecimento, e que a lembrança da história é uma forma de afirmar, proteger e ampliar a democracia em nosso país.
Nesta terça-feira, 31 de março de 2026, completa-se 62 anos da sessão do Congresso Nacional que depôs o então presidente João Goulart, abrindo caminho para a ascensão de uma junta militar ao poder. Essa junta militar governou o Brasil por 20 anos, após a declaração de vácuo presidencial na madrugada de 1º para 2 de abril de 1964.
Autor(a):
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.
