A Dieta Mediterrânea e o Risco de AVC em Mulheres
Com o aumento do risco de acidente vascular cerebral (AVC) em mulheres à medida que envelhecem, especialmente após a menopausa, um novo estudo de longo prazo sugere que a alimentação pode ter um papel crucial na diminuição desse risco. O AVC é uma das principais causas de morte entre as mulheres, com 1 em cada 5 mulheres nos Estados Unidos, entre 55 e 75 anos, enfrentando essa condição, conforme dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA.
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De acordo com uma pesquisa publicada na revista Neurology Open Access, a renomada dieta mediterrânea pode reduzir o risco de AVC. Essa dieta prioriza o consumo de frutas, vegetais e grãos integrais, enquanto limita a ingestão de carne e laticínios, além de permitir o consumo moderado de álcool.
Investigação dos Efeitos da Dieta Mediterrânea
Os pesquisadores analisaram mais de 105.000 mulheres que participaram do Estudo de Professoras da Califórnia, iniciado em 1995. Todas as participantes eram professoras da rede pública, administradoras ou membros do Sistema de Aposentadoria dos Professores do Estado da Califórnia, com idades entre 38 e 67 anos no início do estudo.
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No início do estudo, as mulheres responderam a um questionário detalhado sobre seus hábitos alimentares e tamanhos das porções consumidas no ano anterior. As respostas foram utilizadas para calcular a dieta geral e a ingestão de nutrientes, além de avaliar a adesão à dieta mediterrânea por meio de um sistema de pontuação de 9 pontos.
Resultados do Estudo
Após um acompanhamento de 20,5 anos, os pesquisadores descobriram que as mulheres que seguiam a dieta mediterrânea apresentavam um risco reduzido de todos os tipos de AVC. Especificamente, essas mulheres tinham 18% menos probabilidade de sofrer qualquer tipo de AVC, com um risco 16% menor de AVC isquêmico e 25% menor de AVC hemorrágico.
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Esses resultados corroboram evidências anteriores que indicam que a dieta mediterrânea pode diminuir o risco de demência, doenças gengivais, depressão, câncer de mama e diabetes. O cardiologista Dr. Andrew Freeman destacou que a dieta mediterrânea é reconhecida como uma opção saudável e que estudos anteriores, como o PREDIMED, já mostraram benefícios significativos na prevenção de AVC.
Implicações e Limitações do Estudo
A Dra. Sophia Wang, autora sênior do estudo, ressaltou a importância das descobertas, especialmente para mulheres na menopausa, já que o risco de AVC aumenta nesse período. Ela enfatizou que a adoção de uma dieta saudável, como a mediterrânea, pode ajudar a minimizar esse risco.
Freeman também reconheceu limitações no estudo, como a falta de acompanhamento das mudanças na dieta ao longo do tempo. No entanto, ele afirmou que as descobertas se somam a um crescente corpo de evidências que demonstram que uma dieta baseada em alimentos integrais e vegetais é uma das melhores formas de prevenir doenças cardiovasculares e cerebrovasculares.
