Díaz-Canel rebate Trump: Cuba não dialoga com EUA, exceto em migração! Líder cubano critica políticas americanas e endurecimento do bloqueio. Rejeita pressões externas e defende soberania
Em uma declaração publicada na rede social X na segunda-feira, 12 de janeiro de 2026, o presidente de Cuba, Díaz-Canel, reiterou a posição do Partido Comunista de Cuba, enfatizando que não haverá conversas com os Estados Unidos, exceto em questões relacionadas à migração.
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A fala ocorreu após o presidente dos Estados Unidos, um republicano, ter sugerido que o governo cubano agisse “antes que seja tarde demais”. A situação se agrava com o endurecimento do bloqueio econômico imposto pelos EUA, que o governo cubano considera diretamente ligado à difícil situação dos cubanos residentes nos Estados Unidos.
Díaz-Canel criticou as recentes mudanças na política migratória dos Estados Unidos, argumentando que migrantes cubanos estão sendo prejudicados. Ele também direcionou críticas aos políticos da Flórida, acusando-os de traição. O presidente cubano ressaltou que existem acordos migratórios bilaterais em vigor, que Cuba cumpre “escrupulosamente”, e que a história demonstra que uma melhora nas relações entre Havana e Washington deve se basear no Direito Internacional, e não em hostilidade ou coerção econômica.
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O líder cubano rejeitou qualquer tentativa de pressão externa, afirmando que o país “não ataca” os Estados Unidos, mas que é alvo de políticas de hostilidade e de um bloqueio econômico intensificado há décadas. A declaração reflete a preocupação do governo cubano com a situação econômica e política do país, agravada pelas sanções americanas e pela instabilidade na Venezuela, que impacta a diáspora cubana.
A declaração de Díaz-Canel ocorreu após comentários de Donald Trump, que, em sua plataforma Truth Social, afirmou que Cuba “viveu por muitos anos” com grandes quantidades de petróleo e dinheiro da Venezuela, e que esse apoio havia terminado.
Trump sugeriu que o governo cubano fizesse um acordo com Washington “antes que seja tarde demais”. A situação é complexa, com o governo cubano buscando defender sua soberania e criticando as políticas dos Estados Unidos.
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Autor(a):
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.