O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, recebeu neste domingo, dia 5, os congressistas democratas estadunidenses Pramila Jayapal e Jonathan L. Jackson. Durante o encontro realizado em Havana, Díaz-Canel abordou a grave situação energética que o governo cubano enfrenta.
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O líder cubano também alertou sobre ameaças de ações ainda mais agressivas vindas do governo dos Estados Unidos. Em sua fala, Díaz-Canel reiterou o desejo do governo cubano de manter um diálogo bilateral sério e responsável, visando encontrar soluções para as divergências existentes entre as duas nações.
Jonathan L. Jackson, que atua como ativista e deputado por Illinois desde 2023, é filho do reverendo Jesse Jackson. Já Pramila Jayapal é notável por ser a primeira mulher estadunidense de origem indiana a servir na Câmara dos Representantes dos EUA.
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Após o encontro, Jayapal manifestou sua indignação, afirmando que o bloqueio ilegal de combustível imposto pelos EUA a Cuba – localizado a 90 milhas ao sul dos Estados Unidos – configura um embargo histórico e causa sofrimento imenso à população cubana.
“Os Estados Unidos impediram que uma única gota de petróleo entrasse em Cuba por mais de três meses. Isso é um cruel castigo coletivo – efetivamente um bombardeio econômico da infraestrutura do país – que produziu danos permanentes. Deve parar imediatamente”, declarou ela.
Jayapal também focou nos danos críticos à saúde do país. Ela relatou ter testemunhado bebês prematuros em incubadoras, pesando apenas dois quilos, em risco extremo pela falta de eletricidade para operar ventiladores e equipamentos.
A escassez de energia afeta diversos setores vitais. Crianças não conseguem frequentar a escola devido à falta de combustível para transporte de alunos e professores. Além disso, pacientes oncológicos não recebem tratamentos salvadores de vidas por carência de medicamentos.
A crise se estende à água e à alimentação. Jayapal mencionou a falta de eletricidade para o bombeamento de água e o fechamento de empresas. As famílias enfrentam dificuldades para manter alimentos refrigerados, e a produção local de alimentos caiu drasticamente, atingindo apenas 10% das necessidades da população.
No ano passado, o governo cubano divulgou dados sobre o custo das sanções impostas unilateralmente por Washington. Entre março de 2024 e fevereiro de 2025, o bloqueio gerou prejuízos estimados em US$ 7,5 bilhões (R$ 38,6 bi). Esse valor representou um aumento de aproximadamente 50% em comparação ao ciclo anterior, resultado direto da política de asfixia, liderada por Donald Trump e Marco Rubio.
Autor(a):
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.
