Desenrola 2.0: Novo programa de renegociação de dívidas promete alívio financeiro para endividados

Desenrola 2.0 promete ajudar endividados a renegociar dívidas com taxas de juros abaixo de 2% ao mês. Descubra como o FGTS pode ser utilizado!

27/04/2026 20:41

2 min

Desenrola 2.0: Novo programa de renegociação de dívidas promete alívio financeiro para endividados
(Imagem de reprodução da internet).

Desenrola 2.0: Novo Programa de Renegociação de Dívidas

O Desenrola 2.0, a nova versão do programa do governo federal voltado para pessoas endividadas, será anunciado ainda esta semana, conforme revelou o ministro da Fazenda, Dario Durigan, nesta segunda-feira (27). O comunicado ocorreu após uma reunião entre Durigan e presidentes de bancos públicos e privados.

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Segundo o ministro, os endividados poderão renegociar suas dívidas utilizando o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço).

O programa de renegociação será apresentado em etapas, com a primeira focada em pessoas físicas. No Desenrola 2.0, as taxas de juros devem ficar abaixo de 2% ao mês. Os bancos poderão oferecer descontos que variam de 20% a 90% sobre o total da dívida, englobando tanto os juros quanto o valor principal.

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Os beneficiários poderão utilizar até 20% do seu FGTS para a quitação das dívidas.

Durigan explicou que “a limitação para a garantia do fundo será um percentual do saque”, destacando que “é um saque limitado dentro do programa, vinculado ao pagamento das dívidas, mas não necessariamente maior do que a dívida”. No entanto, a proposta tem gerado críticas de analistas e setores produtivos, que alertam sobre possíveis consequências negativas.

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A Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias) expressou preocupação com a proposta do governo, avaliando que ela pode levar a novos problemas financeiros. Para evitar que as famílias adquiram novas dívidas, os beneficiários deverão se comprometer a não contratar novas linhas de crédito consideradas onerosas, como o rotativo do cartão de crédito e o cheque especial.

O programa também incluirá iniciativas de educação financeira para os participantes.

O desenho final do programa foi apresentado às fintechs e bancos na manhã desta segunda-feira, com a presença de representantes da Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, Santander, BTG e do presidente da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), Isaac Sidney.

Em fevereiro, o comprometimento da renda das pessoas físicas atingiu 29,7%, o maior patamar da série histórica do Banco Central, conforme o Relatório de Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgado hoje. O ministro destacou que houve um grande consenso entre o setor financeiro e as medidas do governo, ressaltando que o Executivo trabalha com a expectativa de melhorias significativas.

Autor(a):

Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.

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