Descubra como o amaranto pode transformar sua saúde e regular seu apetite!

O Amaranto e Seus Benefícios Nutricionais
O amaranto é um grão ainda pouco conhecido, mas que apresenta uma concentração de proteína entre 40% e 70% superior à do milho. Este alimento é rico em aminoácidos essenciais, especialmente a lisina, que é frequentemente escassa em cereais como trigo e arroz.
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Segundo a nutricionista Camila Aramuni, em entrevista à CNN Brasil, o consumo de amaranto influencia diretamente a regulação do apetite. “A proteína ajuda a aumentar a saciedade, pois estimula hormônios intestinais como GLP-1 e PYY, que reduzem o apetite e prolongam a sensação de plenitude após as refeições”, explica a especialista.
Diferentemente de outras fontes de proteína, o amaranto oferece uma estrutura proteica que contribui para a manutenção dos tecidos. Camila ressalta que, ao comparar com outros grãos, é essencial considerar a composição química. “O diferencial do amaranto está na qualidade da sua proteína.
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Ele contém todos os aminoácidos essenciais, com destaque para a lisina, um nutriente geralmente limitado em cereais tradicionais”, afirma.
Mecanismo de Saciedade e Ação Intestinal
A presença de fibras e proteínas no amaranto modifica a velocidade de digestão e a resposta insulínica. Camila destaca que o impacto no sistema digestivo vai além do controle de peso. “As fibras presentes no amaranto favorecem o funcionamento do intestino e servem de substrato para bactérias benéficas da microbiota intestinal”, detalha a nutricionista.
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Esse processo resulta na produção de ácidos graxos de cadeia curta, que protegem a mucosa intestinal.
Além disso, o controle dos níveis de gordura no sangue é outra função das fibras do pseudocereal. “As fibras solúveis ajudam a reduzir a absorção intestinal de colesterol e ácidos biliares”, explica Camila. O grão também contém polifenóis e compostos bioativos que combatem o estresse oxidativo nas células e no sistema cardiovascular.
Versatilidade e Absorção de Minerais
O amaranto é encontrado em flocos, farinha ou grãos, e sua inclusão nas refeições matinais é uma prática comum para aumentar a densidade nutricional. “O amaranto combina bem com iogurte e é uma maneira prática de incluí-lo na rotina. Na versão em flocos ou ‘pipocado’, ele adiciona crocância e aumenta o teor de proteínas vegetais, fibras e minerais como magnésio, ferro e zinco”, afirma a especialista.
Camila também destaca que a versão em grãos cozidos mantém a estrutura íntegra, promovendo uma absorção mais gradual dos carboidratos. Para aqueles com restrições alimentares, o grão é uma alternativa segura, desde que se observe a procedência. “O amaranto é naturalmente livre de glúten e pode ser consumido por pessoas com Doença Celíaca.
No entanto, é fundamental verificar o rótulo para evitar contaminação em equipamentos que processam trigo”, adverte a profissional.
Cuidados e Biodisponibilidade
O consumo de amaranto requer atenção à ingestão hídrica e à combinação com outros nutrientes para otimizar a absorção. Camila explica que o grão contém fitatos, que podem interferir na captação de alguns minerais. “Esse efeito costuma ser reduzido em uma alimentação variada e pode ser minimizado quando o alimento é consumido em combinação com fontes de vitamina C”, orienta.
Do ponto de vista calórico, a nutricionista enfatiza a importância do controle das porções: “O amaranto não deve ser visto como um alimento ‘liberado’. Porções excessivas podem levar a um consumo energético maior do que o necessário”.
A introdução gradual do grão na dieta é recomendada para evitar desconfortos gastrointestinais devido ao teor de fibras, garantindo que o organismo processe os nutrientes de maneira eficiente.
Autor(a):
Gabriel Furtado
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.



