Iniciando no Mercado de Investimentos
Para aqueles que estão começando a explorar o mercado de investimentos, um guia simples pode ser fundamental para organizar prioridades e evitar decisões impulsivas. Especialistas do Banco Inter ressaltam que o primeiro passo geralmente envolve a criação de uma reserva de emergência, a compreensão do próprio perfil de investidor e, posteriormente, a seleção de produtos e o acompanhamento da carteira com disciplina.
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Dependendo do tipo de investimento, é possível iniciar com valores baixos, desde que o investidor tenha clareza sobre liquidez, prazos, riscos e custos. É essencial ampliar o conhecimento antes de tomar decisões e desenvolver uma estratégia que esteja alinhada aos objetivos pessoais, que podem ser de curto prazo (como viagens ou troca de carro), médio prazo (como a compra de um imóvel) e longo prazo (como a aposentadoria).
Guia Prático: Como Começar a Investir com Pouco Dinheiro
Mesmo sem grandes quantias disponíveis, é viável iniciar de forma gradual. O processo pode ser resumido em cinco etapas:
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Uma dica importante é que começar pequeno não significa investir sem um plano. O essencial é definir para que e em quanto tempo aquele dinheiro será utilizado.
A Importância de Conhecer Seu Perfil de Investidor
De acordo com Daniela Barreto, Gerente de Estratégia de Investimentos do Banco Inter, responder às perguntas do aplicativo para identificar se você é um investidor conservador, moderado ou arrojado é crucial para fazer escolhas mais adequadas. O perfil reflete o apetite ao risco e a tolerância a oscilações, ajudando a determinar quais produtos são mais adequados para cada investidor.
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Todos os perfis podem, por exemplo, investir em renda fixa. No entanto, esse tipo de produto tende a ter uma maior participação na carteira de investidores conservadores do que na de aqueles com maior apetite ao risco. Com essa compreensão, o investidor pode diversificar com maior segurança, respeitando sua tolerância ao risco e ajustando a estratégia conforme suas rendas, objetivos e experiências evoluem.
O Que Você Precisa Saber Sobre a Reserva de Emergência
A reserva de emergência é um montante reservado para imprevistos, como perda de renda, despesas médicas ou gastos inesperados. O objetivo é evitar a necessidade de:
Na prática, essa reserva funciona como um “colchão financeiro”, proporcionando tranquilidade para manter o planejamento, mesmo em tempos de oscilações no mercado ou imprevistos na vida.
Quanto Ter na Reserva
Segundo Bernardo Pissolati, especialista em investimentos do Inter, a recomendação é acumular entre seis e 12 meses do custo de vida, variando conforme a estabilidade da renda e responsabilidades. Para quem tem renda mais previsível, seis meses podem ser suficientes.
Já autônomos ou empreendedores devem considerar acumular de seis a 12 meses ou mais.
O importante é que a reserva seja dimensionada de acordo com a situação pessoal de cada um, e não baseada em uma “regra fixa” que se aplica a todos.
Onde Deixar a Reserva: Critérios
Como a função da reserva é estar disponível quando necessário, os critérios mais relevantes incluem:
Geralmente, a reserva é mantida em opções de baixo risco e alta liquidez, típicas de renda fixa e equivalentes de caixa. Antes de decidir, é aconselhável comparar prazos de resgate, eventuais carências, taxas e tributação.
Nota do editor: este material tem caráter informativo e não constitui recomendação individual de investimento. Produtos financeiros envolvem riscos e condições (custos, tributação, prazos e liquidez) que variam conforme o ativo e o perfil do investidor.
- Identificar seu perfil de investidor;
- Criar uma reserva de emergência antes de aumentar a exposição a riscos;
- Buscar conhecimento em fontes confiáveis, como conteúdos e análises;
- Selecionar produtos com aportes iniciais acessíveis e diversificar aos poucos (por exemplo, renda fixa e, conforme o perfil, renda variável);
- Acompanhar a carteira e ajustar a estratégia com disciplina, focando nos objetivos.
- Utilizar cheque especial ou cartão rotativo, que costumam ter altos custos;
- Resgatar investimentos de longo prazo em momentos desfavoráveis;
- Interromper planos devido à falta de liquidez.
- Liquidez (acesso rápido ao dinheiro);
- Baixo risco (evitar oscilações significativas);
- Custo e tributação compatíveis com o prazo.
