História da Marchinha de Carnaval “Ó Abre Alas”
“Ó abre alas! Que eu quero passar”. Se você já ouviu esses versos, reconhece a primeira marchinha de carnaval brasileira. Composta por Chiquinha Gonzaga em 1899, a canção se tornou um dos maiores ícones do carnaval, celebrado por foliões de diversas gerações.
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A marcha-rancho foi encomendada pelo Cordão Carnavalesco Rosa de Ouro, que estava localizado no bairro do Andaraí, na zona Norte do Rio de Janeiro, onde Chiquinha residia. O objetivo da música era alegrar a festa do grupo, e esse propósito foi amplamente alcançado, trazendo felicidade durante os festejos.
Transformação do Carnaval
Antes de “Ó Abre Alas”, as músicas de carnaval eram limitadas a baterias cadenciadas e letras monótonas. O repertório incluía cantigas de roda, hinos, canções folclóricas, óperas e até marchas fúnebres. Na década de 1880, as marchinhas começaram a ganhar destaque no Rio de Janeiro, especialmente com a participação crescente das massas urbanas.
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O ambiente estava propício para a popularização da canção de Chiquinha. Os grupos carnavalescos costumavam improvisar versos para animar os foliões, frequentemente pedindo para abrirem alas, ou seja, criando espaço para a passagem das pessoas. Os nomes dos cordões eram frequentemente mencionados nas músicas.
A Criação de “Ó Abre Alas”
Durante uma tarde de ensaios do Rosa de Ouro, Chiquinha Gonzaga, sentada ao piano, compôs os versos que se tornariam icônicos: “Ó abre alas! / Que eu quero passar (bis) / Eu sou da lira / Não posso negar (bis) / Ó abre alas! / Que eu quero passar (bis) / Rosa de Ouro / É que vai ganhar (bis)”.
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Assim, ela criou oficialmente a primeira marchinha de carnaval.
Esse feito abriu caminho para outros grandes compositores, como Carmen Miranda, André Filho, Ivan Ferreira e João de Barro, que também deixaram sua marca na história do carnaval brasileiro.
