Descobertas Incríveis: 1.121 Novas Espécies Marinhas Reveladas pelo Ocean Census!

Três novas espécies marinhas intrigantes, como o “tubarão fantasma” e a esponja carnívora “bola da morte”, foram descobertas. Saiba mais sobre essas revelações!

20/05/2026 00:16

4 min

Descobertas Incríveis: 1.121 Novas Espécies Marinhas Reveladas pelo Ocean Census!
(Imagem de reprodução da internet).

Descobertas Marinhas Inéditas

Nas profundezas do oceano, foram identificadas três espécies fascinantes: um verme que habita um “castelo de vidro”, um enigmático “tubarão fantasma” e uma esponja carnívora conhecida como “bola da morte”. Essas são apenas algumas das 1.121 espécies “anteriormente desconhecidas” que foram descobertas nos oceanos do mundo no último ano, conforme anunciado na terça-feira (19) pelo Ocean Census.

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Este é um projeto global que visa mapear a vida marinha e envolve mais de 1.000 pesquisadores de 85 países. O número de novas identificações representa um aumento de 54% em relação ao ano anterior, segundo a organização, que foi criada há três anos e é liderada pela Fundação Nippon do Japão e pelo instituto britânico Nekton.

O oceano é um dos ecossistemas menos explorados do planeta, especialmente em suas regiões mais profundas. Anteriormente, acreditava-se que a vida era escassa em ambientes tão extremos, mas, nos últimos anos, cientistas têm encontrado ecossistemas repletos de espécies incomuns e, por vezes, bizarras.

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A vida marinha enfrenta grandes desafios devido às mudanças climáticas, como o aquecimento das águas, e às atividades humanas, incluindo a poluição gerada pela indústria e pela agricultura. Além disso, a busca por minerais no oceano representa um risco crescente.

Desafios e Descobertas

“Com muitas espécies ainda não documentadas, estamos em uma corrida contra o tempo para entender e proteger a vida marinha”, afirmou Michelle Taylor, chefe de ciência do Ocean Census. Durante o último ano, cientistas realizaram 13 expedições em algumas das áreas oceânicas menos exploradas.

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Perto da costa do Japão, a cerca de 2.600 pés de profundidade, foi descoberta uma nova espécie de verme poliqueta cerdoso vivendo dentro de uma esponja de vidro, que possui um esqueleto translúcido em forma de malha, conhecido como castelo de vidro.

Essa relação é simbiótica, onde o verme se protege ao habitar a esponja, que oferece um ambiente rico em nutrientes, enquanto remove detritos prejudiciais da superfície da esponja.

Na Austrália, uma nova espécie de quimera, o “tubarão-fantasma”, foi encontrada a cerca de 823 metros de profundidade. Esses peixes são parentes distantes de tubarões e raias, tendo divergido dessas espécies há quase 400 milhões de anos. Em Timor-Leste, uma espécie de lagarta-fita, com cerca de 2,5 cm de comprimento e listras laranja brilhantes, foi descoberta.

As toxinas produzidas por essas lagartas estão sendo estudadas como potenciais tratamentos para doenças como Alzheimer e esquizofrenia.

Espécies Carnívoras e o Processo de Descoberta

Na Fossa Norte das Ilhas Sandwich do Sul, cientistas encontraram uma esponja carnívora do tipo “bola da morte” a quase 3.658 metros de profundidade. Essa espécie possui ganchos microscópicos que prendem crustáceos que flutuam nas correntes oceânicas, permitindo que a esponja os envolva e ingira.

O processo de validação das descobertas pode levar tempo; em média, são necessários 13,5 anos entre a descoberta de uma nova espécie e sua descrição formal na literatura científica. Para acelerar esse processo, o Ocean Census reconhece o status de “descoberto” como um registro científico que pode ser imediatamente adicionado ao seu banco de dados de espécies marinhas.

Assim que um especialista valida uma descoberta, ela pode ser registrada em uma plataforma de acesso aberto, tornando-a visível para a comunidade científica e formuladores de políticas. Tammy Horton, cientista do Centro Nacional de Oceanografia do Reino Unido, destacou que, embora algumas espécies consideradas novas possam não ser, isso não ocorre com frequência.

O processo de descrição formal é crucial, pois confirma a novidade e fornece um “passaporte” para a nova espécie, garantindo que ela possa ser protegida.

Importância das Descobertas

“O importante é que os cientistas continuam a fazer inúmeras descobertas interessantes em todo o oceano global, em diversas profundidades”, acrescentou Horton. O Ocean Census espera que essas descobertas incentivem ações para proteger a vida marinha, que possui um valor ecológico, científico e econômico significativo, e pede mais investimentos em esforços para descobrir novas espécies.

Oliver Steeds, diretor do Ocean Census, ressaltou que bilhões são gastos na busca por vida em Marte ou na exploração da Lua, enquanto descobrir a vida em nosso próprio planeta, especialmente nos oceanos, custa uma fração desse valor. A questão não é se podemos arcar com isso, mas se podemos nos dar ao luxo de não fazê-lo.

Autor(a):

Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.

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